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    PL cresce de 98 para 121 deputados e avança sobre o centrão; esquerda terá 24% da Câmara

    O PL , do clã Bolsonaro , ganhou 23 deputados nas eleições deste domingo (4) e formou uma bancada de 121, a maior da Câmara dos Deputados desde a eleição de 1986. Os parlamentares tomarão posse em 1º de fevereiro. Leia mais (10/05/2026 - 13h06)

    Folha de S.Paulo
    5 de outubro de 2026 às 16:06
    PL cresce de 98 para 121 deputados e avança sobre o centrão; esquerda terá 24% da Câmara
    A imagem mostra uma sessão na Câmara dos Deputados do Brasil, com muitos deputados reunidos em um ambiente legislativo. No centro, um grupo de deputados está posando para fotos, enquanto outros estão em pé e levantando as mãos. Há uma bande — Foto: Folha de S.Paulo

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    O PL , do clã Bolsonaro , ganhou 23 deputados nas eleições deste domingo (4) e formou uma bancada de 121, a maior da Câmara dos Deputados desde a eleição de 1986. Os parlamentares tomarão posse em 1º de fevereiro.

    O plenário da Câmara dos Deputados - Pedro Ladeira - 6.ago.2025/Folhapress · Pedro Ladeira - 6.ago.2025/Folhapress
    O plenário da Câmara dos Deputados - Pedro Ladeira - 6.ago.2025/Folhapress · Pedro Ladeira - 6.ago.2025/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O PT , do atual presidente Lula , foi de 65 para 70 deputados eleitos e, junto com a federação formada com PCdoB e PV, será a segunda força entre os partidos.

    Junto com PDT, Psol, Rede e PSB, a esquerda representará 24% da Câmara —124 deputados, quase o mesmo número do PL sozinho. A direita ainda conta com o Novo, que elegeu dez representantes.

    Já o centrão diminuiu de tamanho, mas pode crescer com a adesão de deputados de partidos que não atingiram a cláusula de desempenho (regra que exige uma votação mínima pelo país para que a legenda continue a ter direito a propaganda eleitoral na TV e rádio e aos recursos do fundo partidário).

    Eleição na Câmara dos Deputados, em 1º de fevereiro
    Eleição na Câmara dos Deputados, em 1º de fevereiro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A federação entre União Brasil e PP, que hoje contabiliza 98 deputados federais, caiu para 87. O Republicanos do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), foi de 42 para 41. O PSD diminuiu de 48 para 43 e MDB de 38 para 36.

    Apesar disso, esse grupo de partidos continuará a ditar os rumos do país e a ser o fiel da balança nas votações. Sem eles, PT ou PL não serão capazes de formar maioria para aprovar projetos de lei.

    A adesão completa ao novo governo, no entanto, poderia garantir com folga votos para alterar a Constituição —seriam 389 votos num governo Flávio Bolsonaro (PL) e 382 num novo governo Lula (PT). Para aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) são necessários 308 votos favoráveis.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Contudo, parte dos deputados eleitos por esses partidos está mais alinhada à esquerda ou, principalmente, ao bolsonarismo. Por isso, uma fidelidade completa é improvável.

    O resultado das eleições da Câmara ainda impacta na vitalidade dos partidos políticos: 95% do fundo partidário é repartido conforme o tamanho das bancadas, enquanto 83% do fundo eleitoral, que somou R$ 5 bilhões em 2026, também depende do desempenho nas eleições para a Casa.

    A propaganda eleitoral na televisão e rádio também é proporcional ao número de deputados federais da sigla. O partido que não ultrapassar um número mínimo de votos para a Câmara ou de deputados eleitos, a chamada cláusula de desempenho, fica sem acesso ao fundo partidário e a propaganda eleitoral.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os deputados ainda dominam a maior parte das emendas parlamentares ao Orçamento, que somaram R$ 50 bilhões neste ano. As comissões da Câmara tiveram R$ 8 bilhões para indicar (valor que é distribuído de forma diferente entre cada congressista, de acordo com suas relações políticas).

    Além disso, cada deputado também alcançou R$ 40 milhões em emendas individuais ao Orçamento, que são de execução obrigatória pelo governo federal. Ainda há uma parcela de R$ 11,22 bilhões em emendas das bancadas estaduais que é definida pelos interesses dos deputados.

    Para os próximos quatro anos, de acordo com estudo da organização apartidária Central das Emendas , cada deputado federal terá, em média, quase R$ 295 milhões para destinar ao longo do mandato.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/pl-cresce-de-98-para-121-deputados-e-avanca-sobre-o-centrao-esquerda-tera-24-da-camara.shtml.

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    O plenário da Câmara dos Deputados - Pedro Ladeira - 6.ago.2025/Folhapress · Pedro Ladeira - 6.ago.2025/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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