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    Pix estende prazo de contestação e mira golpe contra lojistas

    O Pix ampliou de 30 para 80 dias o prazo para contestar devoluções fraudulentas, mirando golpes contra comerciantes e pequenos negócios O post Pix estende prazo de contestação e mira golpe contra lojistas apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    1 de setembro de 2026 às 14:09
    Pix estende prazo de contestação e mira golpe contra lojistas
    Foto: Olhar Digital

    O Pix tem uma nova regra de segurança a partir desta terça-feira (1º). O prazo para contestar uma devolução fraudulenta pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) passou de 30 para 80 dias.

    A mudança mira um golpe que vem afetando comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios. Nele, criminosos exploram o próprio sistema criado para ajudar vítimas de fraudes a recuperar dinheiro.

    O MED é usado em casos de fraude, golpe ou falha operacional e permite que a vítima peça ao banco a tentativa de recuperação dos valores.

    Lojistas e pequenos negócios estão entre os principais alvos do golpe que explora devoluções do Pix. – Imagem: Marciobnws/Shutterstock
    Lojistas e pequenos negócios estão entre os principais alvos do golpe que explora devoluções do Pix. – Imagem: Marciobnws/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Até agora, quem recebia um Pix de forma legítima e depois tinha o dinheiro devolvido por uma contestação fraudulenta dispunha de 30 dias para reclamar. Agora, são 80 dias.

    O Pix passa a ter, assim, dois prazos iguais, mas para situações diferentes:

    Imagine um comerciante recebendo uma mensagem de um suposto cliente. A pessoa afirma que fez um Pix errado e, em muitos casos, diz ter enviado mais dinheiro do que deveria.

    O MED 2.0 permite rastrear possíveis caminhos do dinheiro depois que os valores são transferidos. – Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock
    O MED 2.0 permite rastrear possíveis caminhos do dinheiro depois que os valores são transferidos. – Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Ela então pede que o valor seja devolvido. Só que, em vez de usar a função de devolução da própria transação, solicita um novo Pix para outra chave.

    O comerciante faz a transferência acreditando estar resolvendo um engano. Enquanto isso, o golpista pode contestar o pagamento original no banco e alegar que foi vítima de fraude.

    Se o pedido for considerado legítimo e houver saldo disponível, o dinheiro pode voltar pelo MED. O criminoso, nesse cenário, consegue receber duas vezes, enquanto o comerciante fica com o prejuízo.

    Imagem editorial ilustrativa: mãos segurando um smartphone e escaneando um código QR em um suporte de acrílico para pagamento via PIX, sobre uma mesa de bar ao ar livre, com uma rua da cidade ao fundo.
    Imagem editorial ilustrativa: mãos segurando um smartphone e escaneando um código QR em um suporte de acrílico para pagamento via PIX, sobre uma mesa de bar ao ar livre, com uma rua da cidade ao fundo. — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Por isso, a recomendação é simples: quando houver um pedido de devolução, use a função específica ligada à transação original no aplicativo do banco. Não faça um novo Pix para uma chave enviada pela outra pessoa.

    O sistema também ganhou uma frente de rastreamento mais ampla com o MED 2.0, em produção desde maio de 2026.

    A ferramenta permite acompanhar o caminho dos recursos por diferentes camadas de transferências. Antes, a recuperação ficava concentrada na conta inicialmente envolvida na fraude. Se o dinheiro já tivesse sido movimentado, encontrar saldo ficava mais difícil.

    Celular com o logotipo do Pix sobre notas de reais e a bandeira brasileiras
    Celular com o logotipo do Pix sobre notas de reais e a bandeira brasileiras — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Agora, o sistema consegue identificar possíveis caminhos percorridos pelos valores depois de novas transferências. Isso aumenta as possibilidades de bloqueio e recuperação, mas não representa garantia de devolução.

    Se o dinheiro tiver sido sacado, transferido novamente ou não estiver mais disponível, a recuperação pode não acontecer. Uma atualização operacional que detalharia o nível do rastreamento nas notificações entre instituições foi adiada para 26 de outubro de 2026.

    Quem perceber uma fraude deve procurar o banco o quanto antes e solicitar o MED. O prazo é de 80 dias, mas esperar pode reduzir as chances de encontrar dinheiro disponível para bloqueio.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Também é recomendável guardar comprovantes, conversas, anúncios e informações sobre o recebedor. Um boletim de ocorrência pode ser registrado conforme a situação.

    Vale lembrar: o MED não funciona como um cancelamento comum de Pix. A ferramenta não se aplica a arrependimento de compra, erro de chave ou simples desentendimento comercial. Ela é destinada a casos de fraude, golpe ou falha operacional e não garante que o dinheiro será recuperado.

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    Lojistas e pequenos negócios estão entre os principais alvos do golpe que explora devoluções do Pix. – Imagem: Marciobnws/Shutterstock
    Lojistas e pequenos negócios estão entre os principais alvos do golpe que explora devoluções do Pix. – Imagem: Marciobnws/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    O MED 2.0 permite rastrear possíveis caminhos do dinheiro depois que os valores são transferidos. – Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock
    O MED 2.0 permite rastrear possíveis caminhos do dinheiro depois que os valores são transferidos. – Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/01/pro/pix-estende-prazo-de-contestacao-e-mira-golpe-contra-lojistas/.

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