Pix cai 10% após proibição das bets, diz Ministério da Justiça
Força-tarefa determina a retirada de 186 aplicativos e bloqueia mais de 5.200 sites; bloqueios judiciais e administrativos somam R$ 4,17 bilhões

Força-tarefa determina a retirada de 186 aplicativos e bloqueia mais de 5.200 sites; bloqueios judiciais e administrativos somam R$ 4,17 bilhões
O governo federal apresentou nesta 3ª feira (29.set.2026) um balanço atualizado das ações de combate às bancas irregulares de apostas de quota fixa no país. Integrantes da força-tarefa atribuíram às recentes medidas de restrição e fiscalização uma queda de cerca de 10% no volume de movimentações financeiras via Pix registradas no Brasil entre sábado (26.set.2026) e 2ª feira (28.set.2026).
A estratégia do Executivo passou a focar na asfixia financeira dos grupos criminosos ( “follow the money” ) e no bloqueio de repasses por meio de instituições bancárias, em substituição ao modelo focado apenas na derrubada isolada de domínios na internet.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o processo de fiscalização e repressão às apostas não regulamentadas será permanente para garantir a responsabilidade do Estado. O ministro declarou que a redução observada nas transações via Pix demonstra a eficácia imediata das medidas de contenção.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, declarou que o trabalho foi desenvolvido em 5 eixos principais, unindo a Secretaria de Comunicação Social, a Agência Nacional de Telecomunicações , a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Secretaria Nacional do Consumidor e os Procons.
Desde domingo (27.set.2026), a força-tarefa solicitou à Anatel o bloqueio de 5.209 sites ilegais. Só na 2ª feira (28.set.2026), foram encaminhados 2.387 pedidos de interrupção de acesso. O tempo médio estimado para a efetivação do bloqueio pelas operadoras e pelos mais de 20.000 provedores de internet no país é de cerca de 8 horas.
No ambiente das redes sociais e plataformas de mensagem, a operação resultou na remoção de 390 páginas no Facebook e no Instagram, além da derrubada de grupos no Telegram que somavam mais de 1 milhão de membros dedicados à divulgação de links de apostas não autorizadas.
O secretário de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, afirmou que redes sociais e lojas de aplicativos passarão a responder por novas obrigações legais, sob pena de advertências, multas e suspensão de atividades.
O cronograma divulgado pelo governo estabelece as seguintes diretrizes:
O diretor de Fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Carlos Renato Xavier de Resende, explicou que o diferencial da atuação estatal iniciada em setembro é o bloqueio direto do fluxo do dinheiro.
Resende declarou que a mera derrubada de páginas se mostrava ineficiente. “Se 1.000 sites eram bloqueados, 12.000 eram criados”, disse. O diretor afirmou que as bancas ilegais dependem do sistema financeiro tradicional para circular recursos e que, ao fechar os canais de pagamento e transferências, o Estado consegue interromper a atividade irregular.
Durante as fiscalizações, o governo constatou que 63 pessoas jurídicas figuravam como destinatárias de valores originados de atividades ilegais de apostas. As instituições financeiras foram notificadas por meio de ato de constatação para congelar imediatamente as transferências destinadas a esses agentes.
Foram instaurados 3 processos administrativos com o objetivo de reaver valores e responsabilizar os envolvidos nas esferas penal e tributária. Em um conjunto de 12 operações policiais focadas no setor de jogos de azar, os bloqueios efetuados pelas autoridades alcançaram R$ 4,17 bilhões.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-governo/pix-cai-10-apos-proibicao-das-bets-diz-ministerio-da-justica/.

Da esq. para a dir.: Carlos Renato Xavier de Resende, da Secretaria de Prêmios e Apostas da Fazenda; Victor Oliveira Fernandes, secretário de Direitos Digitais; Ricardo Morishita, secretário nacional do Consumidor; Chico Lucas, secretário n — Foto: Poder360
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