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    Pisa: educação brasileira segue inferior à de outros países, mas melhora

    Segundo levantamento, Brasil segue abaixo da média dos países desenvolvidos, mas reduziu distância nas últimas duas décadas

    Metrópoles
    8 de setembro de 2026 às 12:20
    Pisa: educação brasileira segue inferior à de outros países, mas melhora
    Foto: Metrópoles

    Os mais recentes resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referentes ao ciclo de 2025 , foram divulgados nesta terça-feira (8/9) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) . A conclusão é que a educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas.

    Aplicado a cada três anos, o exame mensura o desempenho e os conhecimentos de estudantes de 15 anos de idade em três áreas fundamentais: matemática, leitura e ciências. O Brasil visto pelo Pisa Com pontuações que demonstraram estabilidade em relação ao ciclo de 2022, o Brasil permanece posicionado abaixo da média dos países membros da OCDE em todas as disciplinas avaliadas. O país alcançou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Em comparação, a média dos 23 países do bloco ficou em 466, 469 e 486 pontos, respectivamente. Como cada fração de 20 pontos corresponde a cerca de um ano escolar, a defasagem brasileira em matemática, por exemplo, equivale a aproximadamente 4,6 anos de escolaridade. Apesar da distância do Brasil em relação às nações desenvolvidas, o histórico de longo prazo indica uma redução consistente desse hiato entre 2006 e 2025.

    Nesse período de quase duas décadas, a diferença na média de desempenho em leitura caiu de 102 para 58 pontos — uma redução de 44 pontos. Em matemática, o recuo da distância foi de 131 para 92 pontos (39 pontos a menos), enquanto a defasagem em ciências encolheu de 113 para 77 pontos (queda de 36 pontos).

    Governo de SP/Divulgação
    Governo de SP/Divulgação — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A avaliação realizada no ano passado abrangeu um universo de 760 mil estudantes distribuídos por 91 países. A amostragem brasileira contou com a participação de 30.140 alunos, sendo 72,4% deles matriculados na rede estadual de ensino e 96,9% situados em áreas urbanas.

    Do total de participantes no país, 84,7% cursavam a 1ª ou a 2ª série do Ensino Médio no momento de aplicação das provas, entre abril e maio de 2025.

    Nesta edição do exame, o foco principal foi o letramento científico dos estudantes, disciplina que concentrou o maior volume de itens na prova. Foi justamente nessa área que o Brasil apresentou o maior avanço em relação ao ciclo de 2022, com a nota média subindo de 403 para 409 pontos.

    Foto colorida de sala de aula repleta de alunos em escola estadual de São Paulo. Enem, aprendizagem - Metrópoles
    Foto colorida de sala de aula repleta de alunos em escola estadual de São Paulo. Enem, aprendizagem - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    No panorama nacional, a aplicação do exame fica a cargo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O relatório do Pisa 2025 revelou ainda que a recuperação da aprendizagem no Brasil pós-pandemia de covid-19 superou o ritmo médio observado nos países da OCDE.

    No recorte entre 2018 e 2025, o ensino brasileiro não apenas recuperou como ultrapassou o patamar pré-pandêmico na área de ciências, além de registrar perdas significativamente menores do que a média global do bloco nas disciplinas de leitura e matemática.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/pisa-educacao-brasileira-segue-inferior-a-de-outros-paises-mas-melhora.

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