Brasil

    Pisa 2025 mostra diferença de até 6 anos de aprendizagem entre estados do Brasil

    Tomando como referência uma média internacional citada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a diferença entre os resultados do Paraná e de Alagoas no Pisa 2025 corresponderia a aproximadamente seis anos de aprendizagem na avaliação de resolução de problemas computacionais . Leia mais (09/09/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    10 de setembro de 2026 às 02:00
    Pisa 2025 mostra diferença de até 6 anos de aprendizagem entre estados do Brasil
    Mãos de estudantes seguram canetas e escrevem em cadernos de espiral sobre carteiras azuis em sala de aula. Alunos vestem uniformes com gola verde e estão alinhados em fileiras. — Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    Tomando como referência uma média internacional citada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a diferença entre os resultados do Paraná e de Alagoas no Pisa 2025 corresponderia a aproximadamente seis anos de aprendizagem na avaliação de resolução de problemas computacionais .

    Alunos em sala de aula na Escola Família Agrícola Rio Peixe, na área rural de Balsas, Maranhão - Zanone Fraissat - 29.ago.25/Folhapress · Zanone Fraissat - 29.ago.25/Folhapress
    Alunos em sala de aula na Escola Família Agrícola Rio Peixe, na área rural de Balsas, Maranhão - Zanone Fraissat - 29.ago.25/Folhapress · Zanone Fraissat - 29.ago.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Paraná alcançou 467,4 pontos, contra 346,8 de Alagoas, uma distância de 120,6 pontos. A estimativa considera que estudantes de aproximadamente 15 anos avançam, em média, cerca de 20 pontos na escala do Pisa ao longo de um ano escolar.

    Essa equivalência, porém, é apenas um parâmetro aproximado. A própria OCDE adverte que o número varia entre países e sistemas educacionais.

    O Paraná obteve a maior nota do país nas quatro áreas avaliadas: ciências , leitura , matemática e resolução de problemas computacionais . Alagoas ficou na última posição em três delas. Em resolução de problemas, superou apenas Maranhão e Amapá.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A distância entre os dois estados também é elevada nas demais áreas. Em ciências, o Paraná marcou 461,6 pontos, contra 356,3 de Alagoas. A diferença de 105,3 pontos corresponderia, pela referência média da OCDE, a aproximadamente 5,3 anos de aprendizagem.

    Em leitura, foram 458 pontos no Paraná e 362,6 em Alagoas, um intervalo de 95,4 pontos, correspondente a aproximadamente 4,8 anos, segundo a mesma aproximação. Em matemática , as médias foram de 423,1 e 332,9, respectivamente. A diferença de 90,2 pontos corresponderia a cerca de 4,5 anos.

    É a primeira vez que o Pisa permite uma comparação direta entre os 26 estados e o Distrito Federal. Até a edição de 2022, a amostra brasileira do exame era representativa apenas das cinco macrorregiões do país: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

    logo do produto folha de redação
    logo do produto folha de redação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os cinco primeiros colocados são os mesmos nas quatro áreas, embora a ordem varie. Paraná e São Paulo ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo lugares em todas elas. Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal completam o grupo.

    Tomando como referência a média internacional de 20 pontos por ano citada pela OCDE, a vantagem do Paraná sobre São Paulo, segundo colocado em todas as áreas, corresponderia a aproximadamente um ano de aprendizagem.

    Em ciências, o Paraná alcançou 461,6 pontos, contra 442,6 de São Paulo. A diferença de 19 pontos corresponde, nessa aproximação, a cerca de um ano. Em relação a Santa Catarina, terceira colocada, com 430,6 pontos, a vantagem chega a 31 pontos, ou aproximadamente 1,6 ano.

    Em leitura, a distância para São Paulo é de 24,3 pontos —458 ante 433,7—, correspondente a cerca de 1,2 ano pela mesma referência. Na comparação com Santa Catarina, terceira colocada, com 431,7 pontos, a diferença é de 26,3 pontos, ou aproximadamente 1,3 ano.

    Em matemática, o Paraná marcou 423,1 pontos, 19,3 a mais que São Paulo, distância que corresponderia a aproximadamente um ano de aprendizagem. Minas Gerais ocupa a terceira posição, com 395,7 pontos. Nesse caso, a vantagem paranaense é de 27,4 pontos, correspondente a cerca de 1,4 ano.

    Na resolução de problemas computacionais, o Paraná obteve 467,4 pontos, contra 446 de São Paulo. A diferença de 21,4 pontos corresponde a aproximadamente 1,1 ano, aplicando a referência média da OCDE. Em relação ao Distrito Federal, terceiro colocado, com 436 pontos, são 31,4 pontos de vantagem, ou aproximadamente 1,6 ano pela mesma aproximação.

    A distância entre o segundo e o terceiro colocados é menor. Pela aproximação baseada nos 20 pontos, São Paulo está cerca de 0,6 ano à frente de Santa Catarina em ciências e 0,1 ano em leitura. A vantagem paulista corresponderia a 0,4 ano sobre Minas Gerais em matemática e a 0,5 ano sobre o Distrito Federal em resolução de problemas computacionais.

    Os resultados mostram uma concentração dos melhores desempenhos entre unidades do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal formam o grupo dos cinco primeiros colocados nas quatro áreas avaliadas, com mudanças apenas na ordem.

    Na parte inferior dos rankings, predominam estados do Norte e do Nordeste. Alagoas, Roraima, Amapá, Maranhão, Bahia e Tocantins ocupam as seis últimas posições nas quatro avaliações, também com variações na ordem.

    Alagoas aparece na última posição em ciências, leitura e matemática. Em resolução de problemas computacionais, fica em 25º lugar, à frente de Maranhão e Amapá.

    Olhando para o macro, o desempenho do Brasil ficou estatisticamente estável em leitura e matemática na comparação com 2022, enquanto ciências apresentou melhora.

    A média brasileira em leitura foi de 408 pontos, ante 410 em 2022. Em matemática, passou de 379 para 377. Já em ciências, subiu de 403 para 409 pontos.

    Mesmo com a melhora em ciências, o Brasil permaneceu abaixo da média dos 38 países da OCDE que participaram da avaliação: 461 pontos em leitura, 463 em matemática e 482 em ciências.

    O Pisa 2025 avaliou estudantes de 15 anos e reuniu cerca de 760 mil alunos de 91 países.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/pisa-2025-mostra-diferenca-de-ate-6-anos-de-aprendizagem-entre-estados-do-brasil.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    Alunos em sala de aula na Escola Família Agrícola Rio Peixe, na área rural de Balsas, Maranhão - Zanone Fraissat - 29.ago.25/Folhapress · Zanone Fraissat - 29.ago.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)