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    PIB do Brasil desacelera e cresce 0,5% no segundo trimestre; consumo recua sob juros altos

    O PIB (Produto Interno Bruto) subiu 0,5% no Brasil no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, apontam dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Leia mais (09/01/2026 - 09h01)

    Folha de S.Paulo
    1 de setembro de 2026 às 12:01
    PIB do Brasil desacelera e cresce 0,5% no segundo trimestre; consumo recua sob juros altos
    Imagem mostra prateleira com caixas de controles de videogame e placas amarelas com preços. Uma pessoa passa em frente à loja. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O PIB (Produto Interno Bruto) subiu 0,5% no Brasil no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, apontam dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Loja vende produtos eletrônicos na região da 25 de Março, em São Paulo - Rafaela Araújo - 16.jul.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 16.jul.25/Folhapress
    Loja vende produtos eletrônicos na região da 25 de Março, em São Paulo - Rafaela Araújo - 16.jul.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 16.jul.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O resultado mostra uma desaceleração da economia após a alta de 1,1% no primeiro trimestre. A perda de ritmo era aguardada por analistas com o aperto dos juros altos .

    A taxa de 0,5% ficou levemente acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,4%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das previsões ia de 0,2% a 0,6%.

    Uma das questões por trás da desaceleração do PIB é a perda de força do consumo das famílias, motor da economia. O consumo teve taxa negativa no segundo trimestre (-0,4%), após alta no primeiro (0,8%).

    Saiba quais são os principais componentes do PIB e como ele é calculado
    Saiba quais são os principais componentes do PIB e como ele é calculado — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A divulgação desta terça é a última do PIB antes das eleições de outubro . O IBGE publicará os dados do terceiro trimestre em 2 de dezembro.

    O governo do presidente Lula (PT), que tenta a reeleição neste ano, apostou em medidas de estímulo à economia nos últimos meses. Outro incentivo para o PIB veio do mercado de trabalho , que ainda mostrou força no segundo trimestre .

    Os juros altos, por outro lado, travam o crescimento ao dificultar o consumo e os investimentos produtivos. O BC (Banco Central) iniciou um ciclo de cortes na Selic em março , mas a taxa básica segue em dois dígitos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Selic saiu de 15% ao ano no terceiro mês de 2026 para 14% em agosto , após quatro baixas consecutivas de 0,25 ponto percentual.

    Os juros de dois dígitos buscam conter a inflação ao esfriar a demanda que pressiona os preços de parte dos bens e serviços. O efeito colateral esperado é a desaceleração do PIB.

    Além do aperto da Selic e do fim do impulso da safra, o endividamento das famílias também foi apontado como trava para a economia no segundo trimestre.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O mercado financeiro espera alta de 1,92% para o PIB no acumulado de 2026, conforme a mediana das projeções do boletim Focus, do BC.

    Caso a estimativa se confirme, este ano será o primeiro com taxa abaixo de 2% desde 2020. À época, a economia amargou queda de 3,3% sob efeito da pandemia .

    O PIB teve alta de 2,3% em 2025 . É a mesma taxa prevista pelo Ministério da Fazenda para o indicador em 2026 . O FMI (Fundo Monetário Internacional), por sua vez, projeta expansão de 2,4% para este ano .

    A economia pode encerrar o terceiro mandato de Lula com crescimento de 2,7% ou 2,8% em média ao ano. O cálculo considera os dados do PIB divulgados pelo IBGE de 2023 a 2025 e as previsões do mercado, do Ministério da Fazenda e do FMI para 2026.

    Caso o cenário se confirme, a economia terá o maior avanço em um mandato presidencial de quatro anos desde o segundo governo Lula (2007 a 2010). À época, o PIB mostrou alta de quase 4,7% em média ao ano.

    O desempenho positivo do indicador tem sido comemorado por apoiadores do presidente às vésperas das eleições, assim como a recuperação do mercado de trabalho .

    Parte dos economistas, porém, alerta para o alto nível de endividamento das famílias e o quadro das contas públicas.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/pib-do-brasil-desacelera-a-05-no-segundo-trimestre.shtml.

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