Política

    PGR se manifesta contra o afastamento de Andrei Rodrigues

    Parecer da Procuradoria Geral da República cita falta de elementos que justifiquem a medida

    Poder360
    14 de outubro de 2026 às 15:02
    PGR se manifesta contra o afastamento de Andrei Rodrigues
    Foto: Poder360

    Parecer da Procuradoria Geral da República cita falta de elementos que justifiquem a medida

    Em parecer enviado na noite de 3ª feira (13.out.2026) ao Supremo Tribunal Federal , a Procuradoria Geral da República se posicionou contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal , Andrei Rodrigues, devido à falta de elementos que justifiquem a medida.

    A mesma opinião foi expressa em relação ao diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.

    Andrei Rodrigues foi afastado em 8 de setembro pelo ministro André Mendonça; decisão foi anulada por Edson Fachin
    Andrei Rodrigues foi afastado em 8 de setembro pelo ministro André Mendonça; decisão foi anulada por Edson Fachin — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A manifestação foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pelo vice-PGR, Hildebrando Chateaubriand, bem como por 2 subprocuradores-gerais da República, Antônio Teixeira e André Ramos. Leia a íntegra (PDF – 384 kB).

    “A qualificação negativa do comportamento das autoridades policiais, para acarretar a drástica medida de afastamento, precisaria estar acompanhada de evidências da participação imprópria em atos ilícitos, o que, com a vênia devida, não se logrou estampar na decisão impugnada” , diz o parecer.

    A PGR indica ainda que somente a posição hierárquica não seria suficiente para responsabilizar os servidores por eventuais irregularidades, sendo necessário indicar os atos suspeitos de forma específica.

    A manifestação acrescenta que o afastamento do diretor-geral e do diretor de Inteligência da PF tem o potencial de produzir efeitos amplos, que vão muito além de um processo específico, representando assim um “risco à ordem pública” .

    Andrei e Almada foram afastados de seus cargos em 8 de setembro, por decisão monocrática do ministro do Supremo André Mendonça, que alegou a participação dos 2 em monitoramento ilícito e produção de relatórios de inteligência apócrifos sobre suas atividades, sem a devida autorização do plenário do Tribunal.

    A medida foi tomada por Mendonça sem parecer prévio da PGR, que somente se manifestou agora sobre a decisão. O ministro se manifestou sobre as investigações da operação Compliance Zero, da qual é relator no STF.

    O afastamento de Andrei e Almada acabou revertido no dia seguinte pelo ministro do Supremo Flávio Dino, sob a justificativa de riscos a investigações em curso relatadas por ele.

    Pouco depois, contudo, o presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin, anulou ambas as decisões , tanto a de afastamento como a de reintegração. O objetivo foi restabelecer a ordem pública, justificou.

    A operação Compliance Zero investiga fraudes financeiras bilionárias e a corrupção de agentes públicos por parte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, devido a indícios de gestão temerária.

    Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 14 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/pgr-se-manifesta-contra-o-afastamento-de-andrei-rodrigues/.

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    Andrei Rodrigues foi afastado em 8 de setembro pelo ministro André Mendonça; decisão foi anulada por Edson Fachin — Foto: Poder360

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