PGR pede que caso de Lulinha saia do STF e seja julgado na primeira instância
A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o inquérito que investiga a participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em uma ação de lobby no governo seja enviada à primeira instância da Justiça.Leia mais (08/20/2026 - 07h44)

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A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o inquérito que investiga a participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , em uma ação de lobby no governo seja enviado à primeira instância da Justiça.
O órgão alega que não há ninguém com foro privilegiado envolvido no caso, o que não justificaria sua permanência no Supremo.
A decisão final será do ministro do STF André Mendonça .

O filho do presidente da República está sendo acusado de envolvimento com a lobista Roberta Luchsinger, que fez gestões para vender um projeto de canabidiol ao Ministério da Saúde. Ela seria sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS ", no projeto.
Em conversas com interlocutores analisadas pela PF, ela cita pessoas com foro, o que manteve até agora o caso no Supremo.
Luchsinger, que é amiga pessoal de Lulinha, se aproximou do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana, o Marcola, para quem comprou jóias e fez pagamentos que chegam a R$ 249 mil. Depois do início das investigações, ele afirma que devolveu o dinheiro a ela.

A lobista chegou a se reunir com autoridades do Ministério da Saúde para vender o projeto de canabidiol.
Diálogos analisados pela Polícia Federal apontam que ela dizia falar em nome de Fábio Luís, e queria obter 20% de remuneração no projeto de Cannabis medicinal que tentava vender ao governo Lula (PT).
Em um dos diálogos acessados pela PF, Roberta disse falar em nome do filho do presidente, utilizando a expressão "Eu sou o Fábio".
O negócio não foi fechado, e diálogos mostram que ela e Lulinha estavam insatisfeitos com a evolução das conversas no governo.
O teor da mensagem, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo , foi confirmado pela Folha , que obteve trechos de outras conversas nas quais Roberta cita a possibilidade de ganho de 20% e a atuação de Otto Medeiros, advogado influente em Brasília.
Nos diálogos em posse da PF, Roberta diz em 2024 a um ex-assessor parlamentar que tentaria atuar no contrato de Cannabis medicinal com Otto.
Ela cita também que ele seria "sócio do Cassio (sic)", em referência ao ministro Kassio Nunes Marques , do STF (Supremo Tribunal Federal), embora sem indicar nessas conversas atuação do próprio magistrado.
Kassio disse em nota que "não é e nunca foi sócio do senhor Otto Medeiros em qualquer empreendimento". "Os dois mantêm uma relação de amizade, porém o ministro se declara impedido nos processos em que o advogado atua no STF."
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/monicabergamo/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/08/pgr-pede-que-caso-de-lulinha-saia-do-stf-e-seja-julgado-na-primeira-instancia.shtml.

A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha - Marlene Bergamo - 25.mai.26/Folhapress · Marlene Bergamo - 25.mai.26/Folhapress — Foto: UOL
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