PGR pede a Mendonça que tire caso Lulinha do STF e leve à 1ª instância
Órgão alega que não há razão para caso continuar na Corte, pois não há investigado com foro privilegiado. Corte apura tráfico de influência

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) que a investigação sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, volte à primeira instância da Justiça. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é investigado na Corte por tráfico de influência.
Em manifestação encaminhada ao ministro André Mendonça, a PGR alega que não há razão para o caso continuar no STF, pois não há investigados com foro privilegiado.
Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo. Os indícios surgiram durante as quebras de sigilo da Operação Sem Desconto, que apura esquema bilionário de descontos indevidos e não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Os casos estão na Corte porque Mendonça entendeu que as apurações têm conexão com investigações que já tramitam sob sua supervisão.
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Filho do presidente é suspeito de tráfico de influência

A Polícia Federal enviou ao STF pedido para a abertura do terceiro inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência.
Em 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a PF a investigar se o empresário cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção passiva no Ministério da Saúde para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Segundo a PF, Lulinha teria usado suas ligações com o governo federal para benefício próprio e para favorecer interessados na comercialização do canabidiol, substância natural extraída da planta da maconha com diversas aplicações clínicas.

A defesa do empresário alega que ele tem sido vítima de perseguição pelo fato de ser filho do chefe do Executivo.




Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/pgr-pede-a-mendonca-que-tire-caso-lulinha-do-stf-e-leve-a-1a-instancia.

Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles — Foto: Metrópoles
Compartilhe
Espalhe essa notícia

