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    PGR diz que é nula investigação ordenada por André Mendonça que apontou relação de Moraes e Vorcaro

    O Procurador-Geral da República Paulo Gonet Victor Piemonte/STF A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou nesta terça-feira (1) pela nulidade da investigação ordenada por André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Uma troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo. As mensagens também indicam proximidade entre o procurador-geral da República, Paulo

    G1
    1 de setembro de 2026 às 22:36
    PGR diz que é nula investigação ordenada por André Mendonça que apontou relação de Moraes e Vorcaro
    Foto: G1

    O Procurador-Geral da República Paulo Gonet — Foto: Victor Piemonte/STF

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou nesta terça-feira (1) pela nulidade da investigação ordenada por André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

    Uma troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo .

    As mensagens também indicam proximidade entre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Vorcaro (veja abaixo) .

    Os diálogos estão em um relatório enviado pela PF ao STF, que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça. O material também foi enviado para manifestação da PGR, agora divulgada.

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, que assina a manifestação, diz que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, não deveria pedir apurações sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro, sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF.

    "Se a autoridade policial deve interromper as suas investigações para que sobre elas delibere o órgão do Judiciário encarregado do julgamento, com maioria de razão não deve o relator admitir e nem determinar que um Colega da Corte seja escrutinado. Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais contra alvos que resolva mirar. Quem investiga, na fase pré-processual é polícia judiciária, cabendo ao Ministério Público, como órgão de acusação, com a titularidade única para propor a ação penal, igualmente buscar elementos de convicção", diz o texto.

    Paulo Gonet afirma ainda que "ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais".

    Ainda de acordo com o PGR, a nulidade ocorreu porque cabe ao plenário do STF processar e julgar ministros da Corte.

    O PRG argumeta que, pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional, quando surgem indícios de crime cometido por um magistrado, o material deve ser encaminhado ao órgão competente para julgá-lo antes do prosseguimento da investigação.

    "Paradigmáticas decisões do Supremo Tribunal Federal não deixam dúvida de que a assunção pelo juiz de funções alheias às suas é causa de nulidade, que afeta os resultados da ação malsinada", afirma a manifestação.

    Na manifestação, a PGR não diz se as condutas apontadas pela PF podem representar indícios de crimes ou não.

    Mensagens recuperadas pela PF do celular de Daniel Vorcaro também sugerem proximidade entre o banqueiro e Paulo Gonet .

    O advogado Ciro Soares aparece como principal interlocutor entre os dois. Ele foi um dos advogados que impetraram habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a primeira decisão que autorizou a prisão preventiva de Vorcaro.

    Nesta terça, o ministro André Mendonça sugeriu em decisão que os novos elementos apresentados pela PF sobre o caso sejam avaliados pelo plenário do STF.

    A decisão de submeter o caso ao plenário depende dos ministros e do presidente do STF, Edson Fachin. Mendonça afirmou que eventual decisão do plenário deverá ocorrer “de forma pública e transparente, em sessão presencial do Colegiado”, e que cabe a Fachin determinar uma data para deliberação.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/01/prg-manifesta-pela-nulidade-da-ordem-do-ministro-andre-mendonca.ghtml.

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