PGR dá anuência a plano de reocupação de comunidades do governo do RJ
O procurador-geral da República Paulo Gonet deu anuência nesta quinta-feira (19) ao plano apresentado pelo governo do Rio de Janeiro que prevê que a polícia ocupe comunidades dominadas por facções do tráfico e milícias. Leia mais (08/19/2026 - 17h32)

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O procurador-geral da República Paulo Gonet deu anuência nesta quinta-feira (19) ao plano apresentado pelo governo do Rio de Janeiro que prevê que a polícia ocupe comunidades dominadas por facções do tráfico e milícias.

A manifestação de Gonet ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal). Na segunda-feira (17) Moraes dera prazo de 30 dias para que a PGR se manifestasse.
A necessidade de homologação de um plano de reocupação de comunidades envolve a ADPF 635 , conhecida como ADPF das Favelas. O processo no STF ordenou novas regras para a atuação policial no Rio de Janeiro e também trata das consequências da operação Contenção , que deixou 122 mortos em outubro, no complexo da Penha, e se tornou a mais violenta da história do país.
O plano foi apresentado no dia 23 de dezembro ao Supremo como um projeto-piloto para Rio das Pedras, Muzema e Gardênia , chamado de "Cinturão de Jacarepaguá". Nascedouro da primeira geração de milicianos, a área é hoje disputada por milícias e o Comando Vermelho .

Ele prevê operações simultâneas para que a polícia retome o controle do território. Segundo o plano, a operação policial será seguida da instalação de aparatos de Justiça e direitos humanos, como comitês populares e postos da Defensoria e Ministério Público .
A proposta já recebeu anuência da Defensoria Pública e do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que criou um grupo de trabalho para acompanhar a ADPF 635.
O plano foi apresentado na gestão do então governador Cláudio Castro ( PL ), e envolve secretários que seguem no governo interino de Ricardo Couto, como o secretário de Segurança Pública Victor dos Santos.

Santos defende que o projeto depende de homologação do STF para entrar em vigor, o que ainda não ocorreu. Especialistas argumentam, contudo, que a ausência de homologação do Supremo não justifica a falta de execução. Eles também criticam o que consideram itens abstratos do plano.
O documento é um conjunto de ações de segurança pública, infraestrutura e urbanismo nas comunidades. Muzema, Rio das Pedras e Gardênia foram escolhidas em razão da geografia plana, diferente de morros como Alemão e Rocinha. Apresentado em caderno com 200 páginas, o documento não indica como a polícia atuará nessas operações nem de onde sairá o orçamento para a execução.
O caderno de ações aponta que as operações policiais serão feitas ao mesmo tempo, nas comunidades, para evitar o deslocamento de suspeitos entre as áreas. O governo diz que as ações vão priorizar a prisão de lideranças "previamente identificadas" e que rotas de fuga serão mapeadas previamente.

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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/pgr-da-anuencia-a-plano-de-reocupacao-de-comunidades-do-governo-do-rj.shtml.

Agentes da polícia abordam pedestres em barricada localizada em rua do complexo da Penha, durante operação Contenção - Eduardo Anizelli - 28.out.2025/Folhapress · Eduardo Anizelli - 28.out.2025/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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