Política

    PF questiona origem de R$ 645 mil de Frias para “Dark Horse”

    Deputado, alvo de operação nesta 5ª feira (10.set), fez repasse à produtora do filme de Bolsonaro no mesmo período das filmagens

    Poder360
    10 de setembro de 2026 às 16:02
    PF questiona origem de R$ 645 mil de Frias para “Dark Horse”
    Foto: Poder360

    Deputado, alvo de operação nesta 5ª feira (10.set), fez repasse à produtora do filme de Bolsonaro no mesmo período das filmagens

    Investigação da Polícia Federal indica que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) transferiu R$ 645 mil para a Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse , cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A PF afirma que os rendimentos mensais do deputado federal “alcançam a monta de R$ 44.008,52, colocando em questão o lastro financeiro para dar suporte às transferências feitas para a pessoa jurídica de Karina Gama no curto espaço de menos de 60 dias” .

    A PF afirma que os rendimentos mensais de Frias “alcançam a monta de R$ 44.008,52, colocando em questão o lastro financeiro para dar suporte às transferências"
    A PF afirma que os rendimentos mensais de Frias “alcançam a monta de R$ 44.008,52, colocando em questão o lastro financeiro para dar suporte às transferências" — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal , autorizou nesta 5ª feira (10.set.2026) a operação Make Up para investigar o financiamento do filme de Bolsonaro. Leia a íntegra da decisão (PDF – 886 kB).

    A Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. Além de Frias, Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, também foi alvo da operação.

    A PF afirma que os rendimentos mensais de Frias “alcançam a monta de R$ 44.008,52, colocando em questão o lastro financeiro para dar suporte às transferências"
    A PF afirma que os rendimentos mensais de Frias “alcançam a monta de R$ 44.008,52, colocando em questão o lastro financeiro para dar suporte às transferências" — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Segundo as investigações, a Go Up movimentou mais de R$ 19 milhões de 10 de novembro a 30 de dezembro de 2025 –quando Frias repassou R$ 645 mil à produtora–, mesmo período em que foram feitas as filmagens da cinebiografia.

    A investigação também indica que o ICB (Instituto Conhecer Brasil), presidido por Karina Gama, recebeu R$ 2 milhões por meio de 2 emendas de Frias.

    Segundo a PF, havia um “circuito financeiro fechado” entre Frias e a produtora.

    “Essa circulação de recursos entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e outra organização beneficiária não se compatibiliza com relações negociais independentes e economicamente justificadas. Ao contrário, evidencia um circuito financeiro fechado, característico de estruturas destinadas à circulação, fragmentação e reintrodução de valores entre integrantes de um mesmo núcleo de atuação” , diz a investigação.

    O Poder360 procurou o gabinete de Mario Frias e a defesa da Go Up Entertainment para saber se gostariam de se manifestar sobre a operação. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/pf-questiona-origem-de-r-645-mil-de-frias-para-dark-horse/.

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