PF prende Diomar Dantas, empresário e sócio minoritário da Pixbet, na Paraíba
O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na manhã desta quinta-feira (17) na Paraíba, na segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal . Leia mais (09/17/2026 - 11h24)

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Salvador , Brasília e São Paulo O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na manhã desta quinta-feira (17) na Paraíba, na segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal .

A investigação apura condutas relativas aos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a ordem tributária e financeira envolvendo a casa de apostas. Além da detenção, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, nas cidades paraibanas de Campina Grande (128 km de João Pessoa) e na capital paraibana.
A Folha entrou em contato com o diretor jurídico da Pixbet, que representa Diomar Dantas, na manhã desta quinta, mas ele não atendeu às ligações nem respondeu as mensagens.
A Operação Arena investiga esquema de aquisição de criptoativos e troca de remessas entre empresas brasileiras e estrangeiras, para ocultar patrimônio e sonegar tributos.

O esquema teria sido usado pela Pixbet para lavar dinheiro de apostas e financiar a regularização da empresa, segundo as investigações. Na época, foram efetuados 17 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, na Paraíba e no Paraná.
Segundo informação da Receita Federal, companhias constituídas fora do Brasil recebiam quantias altas sem atividade econômica que justificasse tais valores. A gestão dessas empresas, no entanto, era feita em território nacional e simulava operações com o objetivo de atribuir legalidade a valores advindos de apostas.
Os valores enviados pelos apostadores à Pixbet por meio de instituições financeiras eram repassados para as empresas de fachada e usados para comprar stablecoins , criptomoedas com valor ancorado no dólar, aponta a investigação. Também eram trocados por dólares em casas de câmbio e enviados para contas em paraísos fiscais.

Após essas operações, o dinheiro retornava à casa de apostas. As stablecoins seriam enviadas a contas do grupo empresarial, e os valores remetidos às firmas retornavam como pagamento de dividendos. O saldo das contas no exterior também abastecia a operação da bet.
Segundo a Receita, o dinheiro reenviado à casa de apostas foi usado para comprar bens de luxo e pagar outorgas e taxas de regularização da empresa, exigidas pelo governo federal desde o ano passado. Segundo dados obtidos via lei de acesso à informação, Santos está ligado a duas licenças —cada uma custa R$ 30 milhões e exige um depósito de segurança de R$ 5 milhões.
Também foram investigadas possíveis omissões de rendimentos e a utilização de estruturas empresariais para sonegar tributos.

A Polícia Federal prendeu Diomar Tadeu Dantas de Farias, não Ernildo Júnior, como afirmou versão anterior desta reportagem.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/pf-prende-diomar-dantas-empresario-e-socio-minoritario-da-pixbet-na-paraiba.shtml.

Site da Pixbet, cujo fono foi preso em operação da Polícia Federal - Reprodução/Pixbet · Reprodução/Pixbet — Foto: Folha de S.Paulo
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