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    PF pediu para usar mansão de R$ 12 mi de Vorcaro como base em MG; Mendonça negou

    Sede do Banco Master em São Paulo (Foto: Mariana Amaro / InfoMoney) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Image-7.jpg?fit=1280%2C960&quality=70&strip=all" />Residência com mais de 2 mil metros quadrados em Belo Horizonte virou objeto de desejo dos investigadores The post PF pediu para usar mansão de R$ 12 mi de Vorcaro como base em MG; Mendonça negou appeared first on InfoMoney .

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    12 de setembro de 2026 às 16:02
    PF pediu para usar mansão de R$ 12 mi de Vorcaro como base em MG; Mendonça negou
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    Sede do Banco Master em São Paulo (Foto: Mariana Amaro / InfoMoney)

    Uma mansão do banqueiro Daniel Vorcaro, com 2.697,56 metros quadrados, em Belo Horizonte (MG), e avaliada em R$ 12 milhões, virou objeto de desejo dos investigadores da Operação Compliance Zero. A ideia era usar o luxuoso espaço para instalar a base do Grupo de Investigação para Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro em Minas Gerais, que está sem QG por causa da reforma da Superintendência Regional.

    A delegada do caso Master, Janaina Palazzo, pediu ao ministro André Mendonça autorização para que o destacamento da Polícia Federal ocupasse a mansão, que conta com salas de estar, áreas de lazer, espaço gourmet com bares, academia, spa e quadras esportivas. O ministro, no entanto, negou a solicitação.

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    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    No pedido encaminhado ao relator da investigação no Supremo, a PF relata que, durante as diligências para identificar os imóveis utilizados por Vorcaro e definir os locais das buscas, os investigadores localizaram uma residência na Rua Jornalista Djalma Andrade, no bairro Belvedere, além de um imóvel vizinho em reforma. No cumprimento dos mandados, segundo a PF, funcionários das propriedades confirmaram que ambas pertenciam ao banqueiro.

    Ministros do Supremo devem se reunir na próxima terça-feira para decidir sobre investigação relacionada à ligação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

    A primeira casa, avaliada pela Prefeitura de Belo Horizonte em R$ 12,48 milhões, está registrada em nome do empresário Márcio Barbosa Silva Bissoli, morto em 2018. Segundo o inventariante do espólio, porém, o imóvel foi vendido em 2022 por R$ 30 milhões à Super Empreendimentos e Participações S.A., representada por Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro. A PF destaca que a venda foi feita por contrato particular, sem escritura pública nem registro em cartório, e previa cláusula de sigilo, o que, para os investigadores, caracteriza um “contrato de gaveta”.

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    Banco Master — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O imóvel vizinho, também apontado por funcionários da obra como pertencente a Vorcaro, ainda está registrado em nome da Cemaf Participações e Administração de Bens S/A. A empresa afirma, porém, ter vendido a propriedade em abril de 2025, por R$ 20 milhões, à Viking Participações Ltda., administrada pelo banqueiro. A Viking é a mesma companhia que firmou um contrato de R$ 50 milhões para que a família do ministro Alexandre de Moraes assumisse cotas de duas aeronaves de Vorcaro.

    Para justificar o pedido ao ministro André Mendonça, a PF afirma que o Grupo de Investigação para Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro em Minas Gerais foi “recentemente criado e não possui espaço físico adequado para atuar”.

    “Ressalta-se que o antigo prédio da década de 80 onde comportava a sede da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais foi demolido para a construção de uma nova edificação moderna e condizente com as atuais necessidades, cuja entrega está prevista para 2028. Provisoriamente, as unidades da Superintendência Regional funcionam em dois pequenos prédios locados pela Administração enquanto a nova instalação é construída”, diz a corporação.

    A PF argumenta que o trabalho do grupo especial, “voltado à análise estratégica e à produção de inteligência policial no combate à corrupção”, exige atuação sigilosa em um local discreto e reservado, distante da movimentação dos prédios da corporação que concentram atendimento ao público.

    Segundo a própria corporação, a mansão abriga “móveis de alto padrão e amplos recintos que se desdobravam em quartos, salas de estar, áreas de lazer, espaço gourmet com bares, academia, spa e quadras de jogos”.

    “Apesar do requinte da arquitetura e do design dos móveis, não localizamos obras de artes, joias, cofres, veículos, aparelhos eletrônicos nem dinheiro em espécie”, anotam no pedido ao ministro.

    Ao frustrar o desejo da PF, o ministro André Mendonça assinalou que “a autorização de uso de bem constrito por órgão público deve observar não apenas a utilidade administrativa imediata, mas também a adequação do bem à finalidade pretendida, os custos de adaptação e manutenção e a preservação do valor patrimonial acautelado”.

    “No caso, muito embora ninguém resida atualmente no imóvel, o relatório de diligência revela que se trata de casa luxuosa, com móveis de alto padrão, áreas de lazer, espaço gourmet com bares, academia, spa e quadras de jogos. As fotografias juntadas aos autos corroboram a natureza eminentemente residencial e recreativa do bem, demonstrando ambientes amplos e sofisticados, voltados ao lazer, ao descanso e ao uso privado, e não ao funcionamento ordinário de unidade policial ou estrutura administrativa de investigação”, explicou o relator.

    Mendonça alertou ainda que a adaptação do imóvel para uso institucional pela PF exigiria “intervenções relevantes”, incluindo a implantação de estações de trabalho, infraestrutura de rede e segurança de dados, controle de acesso, áreas de arquivo, salas de reunião, espaços de custódia documental, adequações elétricas, climatização, acessibilidade, mobiliário funcional e rotinas de manutenção “compatíveis com a atividade pública”.

    “Tais modificações tenderiam a gerar despesas elevadas e poderiam descaracterizar ou depreciar o próprio bem, em prejuízo da finalidade preventiva da constrição”, afirmou o magistrado.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/pf-pediu-para-usar-mansao-de-r-12-mi-de-vorcaro-como-base-em-mg-mendonca-negou/.

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