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    PF indicia ex-dono da Reag por suspeita de lavagem de dinheiro de Beto Louco

    O empresário João Carlos Mansur , que era dono da Reag , foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro e de participação em organização criminosa em inquérito sobre irregularidades tributárias no setor de combustíveis relacionadas a Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco . Leia mais (09/30/2026 - 17h59)

    Folha de S.Paulo
    30 de setembro de 2026 às 20:59
    PF indicia ex-dono da Reag por suspeita de lavagem de dinheiro de Beto Louco
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Brasília O empresário João Carlos Mansur , que era dono da Reag , foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro e de participação em organização criminosa em inquérito sobre irregularidades tributárias no setor de combustíveis relacionadas a Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco .

    O ex-dono da Reag, João Carlos Mansur - Gabriela Biló - 11.mar.2026/Folhapress · Gabriela Biló - 11.mar.2026/Folhapress
    O ex-dono da Reag, João Carlos Mansur - Gabriela Biló - 11.mar.2026/Folhapress · Gabriela Biló - 11.mar.2026/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A apuração é relativa à Operação Quasar, da PF de São Paulo, que tem relação com os fatos apurados na Carbono Oculto . Beto Louco, que é considerado foragido desde o ano passado, não era alvo de investigação nesse inquérito.

    Procurado, o advogado de Mansur, Aloisio Medeiros, informou que a defesa não iria se pronunciar. Além do ex-dono da Reag, outras 12 pessoas também foram indiciadas. Procurada por volta das 18h por WhatsApp, a defesa de Beto Louco disse que não comentaria o assunto.

    A PF aponta, no relatório que levou ao indiciamento de Mansur, que ele contribuiu para inserir no sistema financeiro nacional dinheiro oriundo de sonegação fiscal relacionado ao grupo econômico ligado a Beto Louco.

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    Isso aconteceu por meio do uso de uma estrutura de contas e de fundos de investimento.

    A Reag era uma das maiores gestoras independentes –ou seja, sem ligação com um único banco— do país.

    Mansur deixou o cargo de presidente do Conselho de Administração da empresa em setembro de 2025 para tentar conter a crise após a deflagração da Carbono Oculto , que apurou a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em atividades da economia formal. A Reag era um dos principais alvos, acusada de ter hospedado recursos provenientes do crime em fundos sob sua gestão.

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    Em janeiro deste ano, o empresário foi alvo de buscas na segunda fase da operação Compliance Zero, que trata dos escândalos relacionados ao Banco Master. Ele não chegou a ser preso, nem está detido.

    O empresário fechou um acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) em que afirma que fundos de investimentos geridos pela empresa serviram para ocultar o pagamento de propinas de Daniel Vorcaro , do Banco Master , a autoridades públicas.

    Na delação, ele também relata irregularidades relacionadas aos fatos apurados em São Paulo. O empresário ainda aguarda que a delação seja validada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/financas/2026/09/pf-indicia-ex-dono-da-reag-sob-suspeita-de-lavagem-de-dinheiro-de-beto-louco.shtml.

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