Política

    PF diz que grupo de Vorcaro intimidou ex-piloto e ex-chefe de cozinha

    Relatório cita ameaças e conversas sobre agressões físicas; ex-chefe de cozinha relatou à PF ter sido ameaçado após deixar emprego

    Poder360
    11 de setembro de 2026 às 20:48
    PF diz que grupo de Vorcaro intimidou ex-piloto e ex-chefe de cozinha
    Foto: Poder360

    Relatório cita ameaças e conversas sobre agressões físicas; ex-chefe de cozinha relatou à PF ter sido ameaçado após deixar emprego

    A Polícia Federal afirma ter identificado atos de intimidação e ameaças contra um ex-piloto de embarcação e um ex-chefe de cozinha de Daniel Vorcaro , fundador do Banco Master . As informações constam de relatório produzido a partir da análise do celular do banqueiro.

    Um dos casos citados pela investigação é o de Leandro Garcia da Silva, que trabalhou como chefe de cozinha na casa de Vorcaro. Segundo relato obtido pela PF, ele afirmou ter sido ameaçado depois de deixar o emprego.

    Na foto, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master; PF investiga ameaças e atos de intimidação contra ex-funcionários
    Na foto, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master; PF investiga ameaças e atos de intimidação contra ex-funcionários — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Os investigadores também citam Luis Felipe Woyceichoski, identificado como ex-piloto da embarcação de Vorcaro. Segundo a PF, as conversas analisadas no celular do banqueiro fazem referências a possíveis práticas de violência, coação e intimidação contra os 2 ex-funcionários.

    O material inclui menções ao planejamento de agressões físicas, à mobilização de intermediários armados, ao constrangimento de ex-funcionários e à coleta de dados pessoais para pressionar e silenciar pessoas. A defesa de Daniel Vorcaro disse que não vai comentar o caso.

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    A PF afirma que, especificamente nos casos de Woyceichoski e Leandro, encontrou referências concretas a atos de intimidação e ameaças. Na avaliação dos investigadores, os episódios indicam que, em relação aos 2, as investidas intimidatórias “ultrapassaram o campo meramente especulativo” .

    O relato de Leandro à PF acrescenta um episódio concreto ao material analisado pelos investigadores. O ex-funcionário afirmou ter sido ameaçado após deixar o trabalho na residência de Vorcaro.

    O relatório policial, porém, não detalha neste trecho todos os atos atribuídos ao grupo em relação a cada um dos 2 ex-funcionários.

    A PF faz uma ressalva: não há comprovação nas conversas examinadas de que os planos de agressões físicas tenham sido efetivamente executados.

    Segundo a corporação, o conteúdo demonstra a cogitação e a adoção de expedientes intimidatórios como formas de retaliação, constrangimento e controle. Os investigadores também dizem ter identificado referências à utilização de intermediários armados e à obtenção de informações pessoais sobre alvos das ações.

    A investigação atribui a Felipe Mourão papel operacional na estrutura descrita pela PF.

    Mourão aparece nas comunicações analisadas com o apelido de “Sicário” e, segundo a corporação, recebia R$ 1 milhão por mês por intermédio da Super Empreendimentos e Participações, empresa vinculada a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

    No quadro-resumo elaborado pelos investigadores, Mourão é descrito como “executor operacional” . A PF afirma que ele coordenava uma “turma” e atuava em ações de monitoramento, coação, retirada de conteúdos da internet e ataques hackers.

    As ações descritas pela PF não se limitariam à intimidação física.

    O relatório afirma ter identificado uma atuação coordenada para derrubar perfis em redes sociais, excluir reportagens, promover ataques cibernéticos e inserir comentários artificiais.

    Segundo os investigadores, as iniciativas tinham como objetivo construir uma reputação positiva para o grupo empresarial ligado a Vorcaro e neutralizar críticas.

    A PF também relata articulações com pessoas associadas a atividades criminosas para recuperar contas hackeadas e obter informações internas sobre investigações e autoridades.

    A PF reúne esses elementos para sustentar que havia uma estrutura organizada em torno de Vorcaro e Mourão, com diferentes frentes de atuação.

    No quadro final do relatório, a corporação atribui a Vorcaro a determinação de ações, obtenção de documentos sigilosos, monitoramento de autoridades e manipulação da imprensa. A Mourão, atribui a execução operacional de parte dessas medidas.

    As afirmações constam de relatório policial e não representam conclusão judicial definitiva sobre a prática dos crimes investigados.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/pf-diz-que-grupo-de-vorcaro-intimidou-ex-piloto-e-ex-chefe-de-cozinha/.

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    Na foto, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master; PF investiga ameaças e atos de intimidação contra ex-funcionários — Foto: Poder360

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