Economia

    PF conclui que Vorcaro fabricava reputação digital positiva para neutralizar críticas

    (Foto: Reprodução/Esfera Brasil) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Daniel-Vorcaro.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Nas peças agora sem sigilo, diversos prints mostram atuação de "A Turma" nas articulações em prol de Vorcaro The post PF conclui que Vorcaro fabricava reputação digital positiva para neutralizar críticas appeared first on InfoMoney .

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    11 de setembro de 2026 às 18:40
    PF conclui que Vorcaro fabricava reputação digital positiva para neutralizar críticas
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    Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta quinta-feira (10) dizem que o dono do Banco Master Daniel Vorcaro tinha uma estrutura organizada no campo digital para fabricar reputação positiva e neutralizar críticas. A investigação também aponta que o empresário demandou que Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, publicasse comentários positivos em notícias da venda do Master ao BRB.

    “Em relação à tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), Felipe Mourão encaminhou diversas matérias sobre o assunto, ocasião em que Daniel Bueno Vorcaro determinou a realização imediata de múltiplos comentários nas publicações, a fim de transmitir a impressão de que a operação havia sido bem-sucedida”, dizem os investigadores nos documentos tornados públicos.

    Como já mostrou o Estadão, o publicitário Thiago Miranda, ex-sócio do portal Leo Dias, encomendou a confecção de um dossiê sobre um diretor do Banco Central para abastecer Daniel Vorcaro durante o processo de fiscalização da autarquia que resultaria na liquidação do Banco Master. Além disso, mensagens de Luiz Phillipi Mourão transcita pela PF cita pagamento para “DCM e dois editores”. O site negou ter recebido os documentos.

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    Ministro quer analisar íntegra dos dados extraídos de aparelho apreendido pela PF antes de sessão do STF marcada para terça-feira

    De acordo com investigadores, o grupo defendia “ativamente os interesses do Banco Master junto à autarquia federal”

    Nas peças agora sem sigilo, há diversos prints de WhatsApp que mostram a atuação de Sicário e Vorcaro na articulação para tentar manipular a impressão pública sobre seus negócios nos meios virtuais. Ele inclusive dá orientações ao “funcionário” para que os comentários não sejam tão positivos, que pareçam naturais.

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    “Registra-se que foram identificados indícios de que Daniel Bueno Vorcaro mantém uma estrutura organizada voltada à manipulação de avaliações públicas e à produção artificial de comentários positivos relacionados às empresas sob seu controle. As mensagens analisadas demonstram que integrantes de sua equipe recebiam orientações para elevar notas de aplicativos, inserir avaliações favoráveis e criar interações positivas com o objetivo de reforçar a percepção de qualidade dos serviços prestados”, concluem.

    Como mostrou a Estadão, em janeiro de 2026, instituições e personalidades envolvidas com a operação do Banco Master sofreram uma tentativa de assassinato de reputação nas redes sociais pouco antes da virada do ano.

    O movimento foi concentrado em 36 horas com picos muito claros em algumas contas que são conhecidas por alavancar novas celebridades, principalmente do mundo artístico, mas não teve o potencial de “furar a bolha” e viralizar para geradores de conteúdos mais tradicionais, como a grande mídia.

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    De acordo com as investigações, Vorcaro teria seguido atuando no meio digital mesmo depois de preso. Ele poderia, inclusive derrubar contas de redes sociais que fossem desfavoráveis a seu grupo e o faria com “aparente facilidade”.

    Em janeiro, levantamento obtido pela Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostrou uma série de postagens tentou colocar em xeque a credibilidade de órgãos públicos e privados, como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em relação à operação de liquidação extrajudicial do Master, decretada em novembro pelo BC e que está sob o escrutínio do Tribunal de Contas da União (TCU).

    A PF avalia que usar as redes para influenciar o debate para seus interesses era um modus operandi de Vorcaro. “Dessa forma, mantendo sempre o modus operandi, Daniel Bueno Vorcaro valia-se desse artifício para influenciar a opinião pública e reforçar a percepção de que ele e seu banco possuíam uma reputação constantemente positiva”, completam.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/pf-conclui-que-vorcaro-fabricava-reputacao-digital-positiva-para-neutralizar-criticas/.

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