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    PF cancela passaporte e Justiça retira tornozeleira de Japa do PCC

    A Justiça já tinha revogado o uso da tornozeleira eletrônica, mas um impasse com passaporte estava evitando a retirada do monitoramento

    Metrópoles
    19 de agosto de 2026 às 17:47
    PF cancela passaporte e Justiça retira tornozeleira de Japa do PCC
    Foto: Metrópoles

    A Polícia Federal ( PF ) cancelou o passaporte apreendido de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC . Com isso, a partir da manhã desta quarta-feira (19/8), a mulher condenada por crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa está cumprindo prisão domiciliar sem o uso de tornozeleira eletrônica .

    A Justiça de São Paulo já tinha revogado o uso da medida cautelar no início de agosto, quando condicionou a retirada das tornozeleira à entrega dos passaportes dela às autoridades. Porém, as autoridades encontraram outro passaporte, válido até 2028, que não havia sido inserido no processo. Isso fez a Justiça recuar .

    Na ocasião, o advogado da Japa do PCC afirmou que ela entregou o documento que tinha em mãos, vencido em 2008, e alegou que o outro passaporte teria sido apreendido pela Polícia Civil, mas não inserido no inquérito.

    Reprodução/Polícia Civil
    Reprodução/Polícia Civil — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Em nota enviada na época, a Polícia Civil negou ter apreendido qualquer passaporte da investigada e ainda disse que todos os materiais “recolhidos em ações de polícia judiciária são obrigatoriamente documentados e submetidos ao devido controle legal”.

    O advogado da Japa do PCC pediu então para a Polícia Federal cancelar o passaporte ainda ativo da mulher. O pedido foi acatado pela corporação e a Justiça autorizou a retirada da tornozeleira, realizada nesta quarta.

    Karen cumpre prisão domiciliar desde 2024 por suspeita dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na ocasião da operação que resultou em sua prisão, a Polícia Civil apreendeu mais de R$ 1 milhão em dinheiro em espécie em sua residência, além de um veículo de luxo e mais de US$ 50 mil.

    Acusada de lavar dinheiro, Japa do PCC foi presa em fevereiro de 2024. Ela foi liberada para passar o fim do ano na casa da mãe, em Santos - Metrópoles
    Acusada de lavar dinheiro, Japa do PCC foi presa em fevereiro de 2024. Ela foi liberada para passar o fim do ano na casa da mãe, em Santos - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    De acordo com as investigações, Karen mantinha relacionamento amoroso com Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, apontado como um dos principais integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Após a morte dele, em 2018, ela abriu empresa e passou a movimentar valores considerados incompatíveis com seu patrimônio anterior. Segundo a apuração, a movimentação financeira ultrapassou R$ 35 milhões.

    De acordo com a linha de investigação, a “Japa do PCC” teria utilizado recursos provenientes do tráfico nacional e internacional de drogas para investir em negócios do setor de beleza, empreendimentos imobiliários e empresas de fachada, com o objetivo de ocultar a origem ilícita do dinheiro.

    Inicialmente, a Justiça decretou a prisão preventiva de Karen. Posteriormente, a medida foi substituída por prisão domiciliar. Em 2025, foram impostas outras medidas cautelares, entre elas o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades e o recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/pf-cancela-passaporte-e-justica-retira-tornozeleira-de-japa-do-pcc.

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