PF apura existência de gabinete de ódio ligado à governadora de Pernambuco
A PF ( Polícia Federal ) investiga a existência de um "gabinete do ódio" ligado à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. Leia mais (08/30/2026 - 18h00)

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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A PF ( Polícia Federal ) investiga a existência de um "gabinete do ódio" ligado à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.
Segundo fontes do órgão, a apuração teve início no final de 2025 após uma denúncia enviada à corporação por um aliado do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que polariza a disputa com ela.

A acusação foi enviada à PF pelo deputado estadual Rodrigo Farias (PSB) em outubro do ano passado. A peça sustenta que há uma rede com publicações de conteúdos difamatórios e caluniosos que começaram ainda em 2024, na pré-campanha municipal, quando Campos foi reeleito prefeito da capital.
Segundo a denúncia, o objetivo era impactar o processo eleitoral e desqualificar a figura dele. "Os perfis coordenam uma extensa rede de publicações sincronizadas para potencializar o alcance de suas postagens, direcionando verdadeiras mensagens de ódio em face dos opositores da governadora", diz.
Ela também cita supostas irregularidades em uma licitação feita pelo governo para prestação de serviço de publicidade institucional. A acusação é de favorecimento a empresas ligadas aos familiares da governadora.

A denúncia lista as postagens feitas ao longo dos últimos e afirma que a maioria delas teve como objetivo antecipar as eleições de 2026 numa tentativa de desconstrução da figura de Campos.
A acusação é de que os executores da rede têm relação próxima com o governo de Pernambuco, seja com a ocupação de cargos comissionados ou distribuição de verbas por meio dos contratos de publicidade.
A governadora de Pernambuco afirmou, em nota, que faz campanha às claras e não em "estruturas ocultas" e que tem compromisso com um debate pautado pela verdade.

"Chama atenção que a acusação venha justamente de quem já foi alcançado pela Justiça Eleitoral: o TRE-PE determinou medidas contra uma rede coordenada de perfis falsos usados para atacar a governadora", disse.
A campanha afirmou que diante de uma acusação grave, sem nome e sem provas, a governadora acionou a Justiça para que João Campos identificasse a quem se referia ao falar em milícia digital. "Quem acusa tem o dever de dizer a quem", afirmou.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/08/pf-apura-existencia-de-gabinete-de-odio-ligado-a-governadora-de-pernambuco.shtml.

A governadora de Pernambuco Raquel Lyra e a vice-governadora Priscila Krause participam da Missa do Vaqueiro na zona rural de Serrita, interior de Pernambuco - Lalo de Almeida - 05.ago.26/Folhapress · Lalo de Almeida - 05.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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