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    PF apreende R$ 30 mi por suspeitas de crimes eleitorais e investiga relação com campanhas

    A Polícia Federal apreendeu ao menos R$ 30 milhões relacionados a suspeitas de crimes eleitorais desde janeiro deste ano. Desse total, R$ 19 milhões foram encontrados como dinheiro em espécie com os próprios candidatos ou intermediários deles. Leia mais (09/30/2026 - 12h21)

    Folha de S.Paulo
    30 de setembro de 2026 às 15:21
    PF apreende R$ 30 mi por suspeitas de crimes eleitorais e investiga relação com campanhas
    Foto: Folha de S.Paulo

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    A Polícia Federal apreendeu ao menos R$ 30 milhões relacionados a suspeitas de crimes eleitorais desde janeiro deste ano. Desse total, R$ 19 milhões foram encontrados como dinheiro em espécie com os próprios candidatos ou intermediários deles.

    Polícia Federal apreende R$ 2,5 milhões em espécie no Pará sob suspeita de crime eleitoral - Reprodução PF - 16.set.26 · Reprodução PF - 16.set.26
    Polícia Federal apreende R$ 2,5 milhões em espécie no Pará sob suspeita de crime eleitoral - Reprodução PF - 16.set.26 · Reprodução PF - 16.set.26 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os outros R$ 11 milhões foram calculados a partir do valor de bens apreendidos pelos policiais, como veículos, imóveis e telefones celulares.

    O montante já é o triplo dos R$ 10 milhões apreendidos ao longo de todo o ano eleitoral de 2022, mas está abaixo dos R$ 63 milhões registrados em 2024, quando houve eleição municipal.

    A apreensão dos valores não é suficiente, por si só, para caracterizar um crime eleitoral, mas os investigadores apuram se há outros elementos que indiquem compra de votos ou caixa dois.

    Mesa com pilha organizada de cédulas de dinheiro em espécie, totalizando R$ 2,5 milhões, com escudo policial ao centro. Caixa de papelão aberta e mochila verde escura no chão ao lado da mesa.
    Mesa com pilha organizada de cédulas de dinheiro em espécie, totalizando R$ 2,5 milhões, com escudo policial ao centro. Caixa de papelão aberta e mochila verde escura no chão ao lado da mesa. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Roraima teve a maior apreensão neste ano: no dia 4 de setembro, os policiais encontraram R$ 4 milhões em notas ao abordarem um empresário e um policial militar.

    A PF apura se os recursos tinham ligação com a campanha da deputada federal Helena da Asatur (PSD-RR) ao Senado.

    Procurada, ela afirmou via assessoria que "não tem conhecimento de nenhuma operação da Polícia Federal ou investigações sobre seu trabalho e conduta política em mandato".

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nesta sexta-feira (25), também em Roraima, o candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL) foi preso sob suspeita de crime eleitoral em busca e apreensão da PF.

    A diligência fazia parte da Operação Cunhambebe, deflagrada para investigar a realização de cursos clandestinos de segurança privada e a possível formação de um grupo organizado para dificultar a atuação de órgãos públicos na Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

    A reportagem procurou a equipe do candidato por WhatsApp às 17h30 da última sexta-feira (25), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília
    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na sequência de estados com maiores valores em apreensões estão Tocantins, com R$ 4,4 milhões, e Pará, com R$ 3,29 milhões.

    No Pará, parte do dinheiro foi apreendida em investigação que apura possível repasse à campanha de Adriano Coelho (MDB-PA) para deputado federal.

    O dinheiro foi sacado em contas de uma empresa que tem contratos com o governo do Pará. A informação foi publicada inicialmente pelo UOL .

    Documento produzido pela PF sobre o caso diz que, durante a ação policial, foram apreendidos R$ 2,5 milhões em espécie, "acondicionados em uma mochila e em uma caixa de papelão, juntamente com comprovantes bancários e autorizações de transferências eletrônicas vinculadas à campanha ELEIÇÃO 2026 MARCO ADRIANO ALBUQUERQUE COELHO DEPUTADO FEDERAL".

    A reportagem não localizou Adriano Coelho ou sua assessoria.

    Em julho, a PF apreendeu em Palmas cerca de R$ 900 mil com o deputado estadual Nilton Franco (União Brasil), candidato à reeleição.

    Procurado, Franco afirmou que é produtor rural e pecuarista desde a infância e que o dinheiro será usado em negócios relacionados a gado e é oriundo de financiamento do banco.

    Ele diz ter informado à instituição financeira a destinação do dinheiro antes do saque e que todos os documentos relacionados ao negócio, inclusive notas fiscais, já foram apresentados à PF.

    "Tem alguma lei que proíbe sacar dinheiro? A pessoa exigiu que o pagamento fosse dessa forma", afirmou o parlamentar. "O meu maior problema é a forma de abordagem da polícia. Isso é arbitrariedade. Eu sou deputado, não sou bandido. Comprei o gado como pessoa física."

    Até setembro deste ano, a PF instaurou 1.194 inquéritos para investigar crimes eleitorais. O Rio de Janeiro aparece na primeira posição, com 137 procedimentos, seguido por Maranhão (121), Ceará (118), São Paulo (83) e Paraná (64).

    Segundo investigadores da PF, o dinheiro em espécie continua sendo o principal meio utilizado em esquemas de compra de votos. Pix e transferências bancárias são menos frequentes nesse tipo de crime.

    Por isso, uma das frentes de fiscalização é o acompanhamento de movimentações financeiras consideradas suspeitas. A PF monitora, por exemplo, saques fracionados e retiradas superiores a R$ 50 mil.

    Nesse último caso, além da solicitação prévia do dinheiro à instituição financeira, a operação pode estar sujeita à comunicação ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), conforme as regras de prevenção à lavagem de dinheiro.

    Entre os fatores analisados para averiguar se há crime eleitoral, além da apreensão do dinheiro, estão a proximidade do saque com a eleição e a existência de listas com nomes de eleitores ou locais de distribuição de dinheiro. A PF também verifica o perfil de quem transporta os valores e eventuais vínculos com candidatos ou campanhas, como assessores e parentes.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/pf-apreende-r-30-mi-por-suspeitas-de-crimes-eleitorais-e-investiga-relacao-com-campanhas.shtml.

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    Polícia Federal apreende R$ 2,5 milhões em espécie no Pará sob suspeita de crime eleitoral - Reprodução PF - 16.set.26 · Reprodução PF - 16.set.26 — Foto: Folha de S.Paulo

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