Política

    PF afirma que Mendonça considerava PGR “indigno” por relação com Gilmar

    Para investigadores, Mendonça pretendia colocar Gonet como testemunha das investigações e impossibilitá-lo de atuar no inquérito

    Poder360
    4 de setembro de 2026 às 03:48
    PF afirma que Mendonça considerava PGR “indigno” por relação com Gilmar
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    Para investigadores, Mendonça pretendia colocar Gonet como testemunha das investigações e impossibilitá-lo de atuar no inquérito

    Um relatório de inteligência da Polícia Federal afirma que o relator dos inquéritos sobre o Banco Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), André Mendonça, tinha a estratégia de afastar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, das investigações.

    O documento da PF encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes diz que Mendonça considerava Gonet “indigno” diante da proximidade com o ministro Gilmar Mendes. Leia a íntegra do relatório (PDF – 7 MB).

    Sessão do Supremo Tribunal Federal nesta 5ª feira (3.set.2026) os julgamentos no Plenário. Presentes na sessão os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Gilmar Mendes.
    Sessão do Supremo Tribunal Federal nesta 5ª feira (3.set.2026) os julgamentos no Plenário. Presentes na sessão os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Gilmar Mendes. — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    Moraes cita o documento da PF para pedir que sejam tomadas providências ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, para investigar Mendonça sob a alegação de que “direcionou” politicamente as investigações do Master e do INSS.

    O relatório afirma que Mendonça chegou a ameaçar afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o próprio procurador-geral da República. Segundo a PF, o objetivo de Mendonça seria arrolar Gonet como testemunha, o que o deixaria inapto para conduzir as investigações na condição de PGR .

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    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Segundo o relatório, em reuniões com os investigadores da PF durante o inquérito, Mendonça disse que Andrei mantinha uma proximidade indevida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e não seria possível confiar nele. Em um último encontro com delegados dos inquéritos, a Polícia Federal afirmou que Mendonça ameaçou afastar o diretor federal.

    No mesmo trecho, a PF diz que Mendonça teria feito a mesma imposição a Gonet, por uma proximidade com o ministro Gilmar Mendes. Gonet foi um dos sócios fundadores do IDP, instituição de ensino comandada pelo decano do STF.

    Segundo a PF, Mendonça tinha um padrão de desqualificar o delegado, o diretor-geral da PF e o PGR. Com base no documento, Moraes afirmou que há indícios de improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O relatório foi encaminhado na 3ª feira (1º.set.2026), mesmo dia em que Mendonça tornou público o pedido para que o plenário investigasse o ministro Alexandre de Moraes.

    O Poder360 pediu uma manifestação ao gabinete do ministro André Mendonça diante da decisão de Moraes desta 5ª feira (3.set). Até o momento não houve resposta. Esta reportagem será atualizada caso haja nova manifestação.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/pf-afirma-que-mendonca-considerava-pgr-indigno-por-relacao-com-gilmar/.

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    Sessão do Supremo Tribunal Federal nesta 5ª feira (3.set.2026) os julgamentos no Plenário. Presentes na sessão os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Gilmar Mendes. — Foto: Poder360

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