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    Petróleo volta a disparar mais de 5% após navios serem atacados em Hormuz

    O preço do petróleo teve uma forte subida na manhã desta terça-feira (1°) após os relatos de novos ataques a embarcações que tentavam passar pelo estreito de Hormuz.

    UOL
    1 de setembro de 2026 às 15:00
    Petróleo volta a disparar mais de 5% após navios serem atacados em Hormuz
    Nove barcos de pesca ancorados em águas calmas com névoa ao fundo. Na frente, costa rochosa com uma pequena árvore à direita. — Foto: UOL

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    O preço do petróleo teve uma forte subida na manhã desta terça-feira (1°) após os relatos de novos ataques a embarcações que tentavam passar pelo estreito de Hormuz.

    Navios esperam no Omã pela liberação da navegação no estreito de Hormuz - Reuters · Reuters
    Navios esperam no Omã pela liberação da navegação no estreito de Hormuz - Reuters · Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O barril Brent, referência mundial, chegou a subir 5,03% por volta das 10h15 (horário de Brasília), a US$ 92,82 (R$ 481,39). Uma hora depois, a cotação estava a US$ 92,67 (R$ 480,61), valorização de 4,87%. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, subia 2,23%, cotado a US$ 87,67 (R$ 454,68).

    A negociação da commodity teve uma forte alta já na abertura da sessão às 21h de segunda-feira (31), retornando ao patamar de US$ 91, quando foram anunciados detalhes do acordo entre EUA e Venezuela para exploração do petróleo no país sul-americano pelos próximos 25 anos.

    O preço permaneceu na casa dos US$ 91 durante toda a manhã até o anúncio de que dois superpetroleiros com bandeira da Arábia Saudita foram atingidos ao tentar atravessar Hormuz, por onde passavam 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Os incidentes quase simultâneos representam uma nova escalada no ambiente de ameaças no corredor de Omã", informou a empresa de dados da navegação marítima Marisks. De acordo com a Kpler, outra empresa de dados de navegação, cada uma das embarcações carregava 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita.

    Os ataques vieram em um dia em que não houve registros de ataques entre EUA e Irã , que haviam sido retomados entre domingo e segunda-feira.

    Além da situação no Oriente Médio , os negociadores aguardam a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump , e grupos petrolíferos marcada para esta terça-feira na Casa Branca.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Marathon Petroleum, Phillips 66, Chevron, Delek US Holdings, PBF Energy e Valero Energy estão entre as empresas chamadas para discutir capacidade de refino e preços, segundo pessoas a par do evento.

    "O presidente se reunirá com líderes do setor para colaborar na busca das melhores formas de ampliar a capacidade de refino, liberar ainda mais o domínio energético americano em toda a cadeia de suprimentos e reduzir os preços para o povo americano", disse Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca.

    A menos de três meses das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro, o presidente dos EUA enfrenta uma pressão política cada vez maior devido à crise do custo de vida.

    A interrupção no fornecimento de petróleo causada pela guerra no Irã e a redução da capacidade global de refino após ataques de drones ucranianos contra instalações russas contribuíram para manter o preço médio da gasolina nos Estados Unidos acima de US$ 4 por galão em agosto, uma alta de quase 30% no último ano.

    O preço do diesel, essencial para a indústria e a agricultura dos Estados Unidos, aproxima-se do recorde histórico de US$ 5,80 por galão.

    A convocação das refinarias ocorre no momento em que elas registram lucros recordes, com a diferença entre o custo do diesel e o do petróleo bruto, conhecida como "margem de refino", disparando para US$ 100 por barril.

    Em junho, Trump acusou as grandes petrolíferas de praticar preços abusivos e pediu que o Departamento de Justiça investigasse os elevados preços da gasolina.

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    Apesar da reunião na Casa Branca, analistas disseram que o governo tem pouca margem para influenciar os preços dos combustíveis no mercado interno, uma vez que os grupos petrolíferos já operam suas instalações em capacidade máxima e adiam a manutenção para continuar produzindo combustível sem parar.

    Na semana encerrada em 21 de agosto, a utilização das refinarias dos Estados Unidos havia permanecido em 95% ou mais por 12 semanas consecutivas, a maior sequência desde 2000, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.

    Alguns analistas alertaram que o sistema operando no limite deixava o mercado vulnerável a novas interrupções e a aumentos adicionais de preços, a menos que Trump encerrasse o confronto com o Irã. Refinarias próximas ao Golfo do México, por exemplo, poderiam sofrer paralisações devido a um furacão, elevando ainda mais os preços, disseram os analistas.

    "Ele precisa fazer alguma coisa para reduzir os preços da gasolina, mas também não vai simplesmente abandonar a guerra. É a única carta que pode jogar", comentou Joe DeLaura, estrategista global de energia do Rabobank

    Um levantamento da Brown University mostra que, desde o início do conflito, no fim de fevereiro, os americanos pagaram US$ 51,9 bilhões a mais por gasolina do que teriam desembolsado se os preços tivessem permanecido no nível anterior à guerra. Também pagaram US$ 43,1 bilhões adicionais por diesel.

    Com informações da Reuters e do Financial Times

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/petroleo-volta-a-disparar-mais-de-5-apos-navios-serem-atacados-em-hormuz.shtml.

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    Navios esperam no Omã pela liberação da navegação no estreito de Hormuz - Reuters · Reuters — Foto: UOL

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