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    Petróleo sobe mais de 3% e volta a ficar acima de US$ 90 com ameaças entre EUA e Irã

    O preço do petróleo disparou na tarde desta segunda-feira (17) e voltou a ultrapassar a casa dos US$ 90 com o temor pela retomada do conflito entre EUA e Irã.

    UOL
    17 de agosto de 2026 às 20:00
    Petróleo sobe mais de 3% e volta a ficar acima de US$ 90 com ameaças entre EUA e Irã
    Cinco embarcações de diferentes tamanhos estão dispersas no mar calmo sob céu claro. Duas embarcações de madeira menores estão em primeiro plano, enquanto três navios maiores aparecem ao fundo, incluindo um cargueiro. — Foto: UOL

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    O preço do petróleo disparou na tarde desta segunda-feira (17) e voltou a ultrapassar a casa dos US$ 90 com o temor pela retomada do conflito entre EUA e Irã.

    Navios aguardam liberação do estreito de Hormuz - Reuters · Reuters
    Navios aguardam liberação do estreito de Hormuz - Reuters · Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O prazo do cessar-fogo para chegar a um acordo acabou nesta segunda-feira e o presidente dos EUA, Donald Trump, descartou prorrogá-lo. O Irã afirmou estar pronto para responder a qualquer ofensiva.

    A situação levou o barril Brent, referência mundial, a subir por volta das 13h (horário de Brasília) e atingir o ápice às 14h45, quando alcançou US$ 91,19 (R$ 473,91), alta de 3,01% em relação ao fechamento na sexta-feira (14).

    Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, estava cotado a US$ 83,67 (R$ 434,83), valorização de 2,7%, por volta das 16h.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O dia foi marcado pelo fim do prazo de 60 dias, que foi estabelecido em 17 de junho quando os dois países anunciaram uma interrupção nos ataques. No início de julho, o cessar-fogo chegou a ser suspenso com bombardeios que duraram duas semanas até uma nova interrupção .

    Neste período, Trump anunciou diversas vezes que chegaria a um acordo e também que causaria um impacto econômico sem precedentes no Irã, que, por sua vez, sempre negou uma negociação direta com os norte-americanos, impôs condições para reabrir o estreito de Hormuz e manteve as conversas através de intermediários.

    Paquistão, Omã e Qatar tentaram articular um acordo e chegaram a divulgar que estavam próximos de um acerto que nunca ocorreu. O temor é que os ataques voltem a ser retomados, o que poderia levar novamente a uma alta do preço do petróleo.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O tráfego pelo estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás, continua bem abaixo da média. Uma autoridade de alto escalão do Irã ouvida pela agência de notícias Reuters afirmou que o país mudou sua política de defensiva para "totalmente ofensiva" com os militares prontos para escolhas difíceis.

    Os dois países seguem disputando o controle de Hormuz e o Irã ganhou o reforço dos houthis, grupo do Iêmen, que passou a atacar embarcações que cruzavam o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e era usado como alternativa para navios da Arábia Saudita transportarem petróleo.

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    Sem o acordo, Trump afirmou que pode atacar o Omã, que vem negociando com o Irã para dividir o controle de Hormuz. "Se Omã atrapalhar, vamos bombardeá-los até acabar com tudo", afirmou o republicano em entrevista nesse sábado (15).

    Um dia antes, Trump alertou os norte-americanos para que se preparassem para a manutenção dos preços elevados dos combustíveis em decorrência da guerra, ao mesmo tempo que afirmou que, "depois que terminarmos de derrotar o Irã... muito em breve declararei o estreito de Hormuz território dos Estados Unidos".

    "O presidente está pensando no longo prazo. Ele quer deixar a próxima geração de norte-americanos bem abastecida de energia e livre da ameaça existencial de um Irã com armas nucleares", declarou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/petroleo-sobe-mais-de-3-e-volta-a-ficar-acima-de-us-90-com-ameacas-entre-eua-e-ira.shtml.

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