Petróleo sobe mais de 2% e vai a US$ 108 após Irã negar diálogo com EUA
O preço do petróleo chegou a subir mais de 2% nesta terça-feira (15) e ficou na casa de US$ 108 após ter fechado a US$ 106,48 no dia anterior. O movimento foi uma reação ao anúncio do Irã que voltou a negar qualquer negociação com os EUA, apesar das declarações de Donald Trump de que estava aberto ao diálogo.

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O preço do petróleo chegou a subir mais de 2% nesta terça-feira (15) e ficou na casa de US$ 108 após ter fechado a US$ 106,48 no dia anterior . O movimento foi uma reação ao anúncio do Irã que voltou a negar qualquer negociação com os EUA, apesar das declarações de Donald Trump de que estava aberto ao diálogo.

O barril Brent, referência mundial, atingiu US$ 108,43, alta de 2,54%, por volta das 6h30 (horário de Brasília), depois de ter ficado em US$ 107 em toda a madrugada. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 103,52, valorização de 2,1%, por volta das 7h.
A alta foi uma resposta do mercado às declarações de Mohsen Rezaei, chefe da principal instância de segurança do Irã, que condicionou a volta das negociações pelo fim da guerra à aceitação das exigências iranianas.
"Não se deixem distrair pelos sinais contraditórios do presidente americano, que oscila entre 'não há negociações' e 'estamos dispostos a dialogar' com o Irã... Não haverá nenhuma negociação enquanto as condições do Irã não forem atendidas. Ponto final!", afirmou em post na rede social X (antigo Twitter).

Na segunda-feira (14), Trump afirmou que estava "aberto" a dialogar com Teerã, um dia após ter dito que não haveria negociação com o Irã até o término das eleições de meio de mandato dos EUA, marcadas para novembro.
Teerã exige de Washington o fim definitivo do conflito iniciado em 28 de fevereiro e de qualquer agressão contra o Irã e seus aliados na região, incluindo o grupo Hezbollah no Líbano.
O regime iraniano reivindica ainda o fim do bloqueio imposto a seus portos, uma indenização integral pelos danos causados pela guerra, o fim das sanções que afetam sua economia e a liberação, sem condições, de seus ativos congelados no exterior.

Sem uma discussão pelo acordo de paz, a tensão continua na região após os ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, a vários alvos na Arábia Saudita , incluindo refinarias e oleodutos, na segunda-feira. O governo saudita afirmou nesta terça que responderá com "firmeza" às ofensivas do grupo iemenita.
O príncipe-herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, dirigente de fato do reino, se reuniu com o chefe do Centcom (Comando Central dos Estados Unidos ), almirante Brad Cooper, para debater "os últimos acontecimentos na região", segundo a agência de imprensa oficial saudita SPA.
No mesmo dia, o governo de Omã anunciou o adiamento de uma reunião entre Irã e países do golfo Pérsico que estava marcada para segunda-feira. O encontro debateria a situação no estreito de Hormuz, que está com o tráfego bloqueado desde o início do conflito.
Dois diplomatas da França informaram à agência de notícias Reuters que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) deve se reunir nesta terça-feira para discutir a extensão do conflito para o estreito de Bab el-Mandeb , que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e vem sendo utilizado pela Arábia Saudita para escoar a sua produção de petróleo. Porém, desde a semana passada, os houthis vêm atacando embarcações que navegam pelo local.
Com informações da AFP, da Reuters e do Financial Times
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/petroleo-sobe-mais-de-2-e-vai-a-us-108-apos-ira-negar-dialogo-com-eua.shtml.

Navio aguarda liberação para navegar no estreito de Bab al-Mandeb, que passa pelo Iêmen - AFP · AFP — Foto: UOL
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