Petróleo despenca quase 4% com redução de ataques no Oriente Médio
O preço do petróleo está em forte queda nesta quinta-feira (17) com a diminuição dos ataques entre os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, e forças militares da Arábia Saudita , somado às novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que o o fim do conflito com o Irã está próximo. Leia mais (09/17/2026 - 07h43)

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O preço do petróleo está em forte queda nesta quinta-feira (17) com a diminuição dos ataques entre os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, e forças militares da Arábia Saudita , somado às novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que o o fim do conflito com o Irã está próximo.

O barril Brent, referência mundial, chegou a desabar 3,92%, a US$ 101,68 (R$ 523,86), por volta das 9h (horário de Brasília), após ter permanecido a madrugada entre US$ 104 e US$ 105. É o menor preço da commodity desde 9 de setembro quando o envolvimento dos houthis no confronto não era tão acentuado.
O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, estava abaixo de três dígitos pela primeira vez em uma semana e era negociado a US$ 99,36 (R$ 511,90), queda de 3%.
A desvalorização desta quinta reflete a diminuição nas ofensivas entre houthis e sauditas, que disputam o controle do estreito de Bab el-Mandeb , que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e vem sendo usado pela Arábia Saudita para escoar sua produção de petróleo.

Nesta quinta, o grupo do Iêmen informou que três torres de telecomunicação foram atingidas por mísseis vindos da Arábia Saudita, de acordo com a emissora de televisão Almasirah. Os sauditas não confirmaram a informação.
Um dia antes, Trump voltou a afirmar que o fim da guerra contra o Irã está próximo. "Eles querem chegar a um acordo. Veremos como isso se desenrola", afirmou o republicano, repetindo declarações que fez repetidas vezes nestes seis meses de guerra.
O Irã não confirmou a informação de Trump e já havia dito no começo da semana que não aceitaria negociar com os EUA, enquanto não fossem aceitas as suas exigências.

Ao mesmo tempo, o site Axios divulgou nessa quarta-feira que Trump deve se reunir com líderes do Conselho de Cooperação do Golfo (formado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Kuwait e Omã) na próxima terça-feira (22) em Nova York, aproveitando a Assembleia Geral da ONU.
O Departamento de Estado e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário. O mesmo grupo de países árabes cancelou um encontro que faria com representantes do Irã na última segunda-feira (14), que debateria a situação no estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/petroleo-cai-mais-de-2-com-reducao-de-ataques-no-oriente-medio.shtml.

Navios-tanques aguardam liberação do tráfego no estreito de Hormuz - Reuters - 31.ago.26 · Reuters - 31.ago.26 — Foto: Folha de S.Paulo
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