Petróleo despenca mais de 3% e fica perto de cair abaixo de US$ 100
O preço do petróleo estava em queda nesta segunda-feira (21) apesar do confronto entre houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã , e as forças da Arábia Saudita ganharem intensidade no fim de semana, e a negociação pela paz entre iranianos e norte-americanos seguirem estagnadas. Leia mais (09/21/2026 - 08h03)

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O preço do petróleo estava em queda nesta segunda-feira (21) apesar do confronto entre houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã , e as forças da Arábia Saudita ganharem intensidade no fim de semana, e a negociação pela paz entre iranianos e norte-americanos seguirem estagnadas.

O barril Brent, referência mundial, chegou a despencar 3,5%,a US$ 100,22 (R$ 520,74), por volta das 7h30 (horário de Brasília) desta segunda. Na sessão, a cotação chegou a subir 0,91%, a US$ 104,82, na abertura das negociações às 19h de domingo (20), mas passou a cair em seguida.
O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA), era negociado a US$ 93,08 (R$ 478,94) , desvalorização de 3,12%.
A queda ocorreu mesmo com os ataques entre houthis e sauditas no fim de semana. No sábado (19), os arredores do principal aeroporto de Riad , capital da Arábia Saudita , foram atacados e uma densa coluna de fumaça foi vista. Os houthis reivindicaram a autoria da ofensiva.

Um dia depois, houve trocas ataques entre o grupo do Iêmen e as forças militares sauditas nas cidades de Al-Wazi’iyah, Al-Madaribah e Al-Arah, regiões montanhosas no sudoeste do Iêmen, segundo Abdul Basit al-Baher, oficial do Exército ligado ao governo apoiado pela Arábia Saudita.
Os houthis buscam assumir o controle dessas áreas para poder isolar a cidade de Taiz da capital do sul, Áden, e sitiar as forças apoiadas pelos sauditas em Taiz, afirmou Al-Baher. Além disso, houve também confrontos pelo domínio do estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico.
A hidrovia tornou-se uma rota comercial crucial para a Arábia Saudita para escoar sua produção de petróleo depois que o Irã bloqueou o estreito de Hormuz no início da guerra contra EUA e Israel , em 28 de fevereiro.

Uma questão que paira sobre as deliberações da Arábia Saudita é se os EUA ampliarão a assistência militar contra os houthis ou se envolverão diretamente. As autoridades sauditas deixaram claro que o reino não quer combater os houthis sozinho.
O presidente dos EUA, Donald Trump , rejeitou neste mês um apelo do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, governante de facto do país, por maior apoio militar no combate aos houthis, segundo autoridades a par das conversas.
Trump também disse nesse domingo que recebeu a promessa dos houthis que eles não atacariam os EUA. "Os houthis estão tentando consolidar seus avanços na Costa Oeste e conquistar mais territórios, sobretudo nas províncias de Taiz e Marib", comentou April Alley, especialista em Iêmen e pesquisadora sênior do Washington Institute.
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"O que estou vendo agora é que os houthis adotam uma estratégia de expansão em duas frentes: militar e narrativa. Do ponto de vista da narrativa, eles dizem: Somos todos iemenitas; vamos expulsar os sauditas e depois encontrar soluções", complementou.
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu nesta segunda-feira que atacará novos alvos e empregará novas armas caso os EUA voltem a atacar o país. Quase sete meses após o início da guerra, Teerã e Washington continuam em um impasse, embora nenhum dos lados pareça disposto a retomar um conflito em larga escala.
"Introduziremos no campo de batalha novas armas com novas capacidades, e o mundo ficará surpreso", afirmou um porta-voz do braço militar iraniano. A Guarda também afirmou estar preparada para uma "guerra prolongada".
Com informações da Reuters, AFP e The New York Times
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/petroleo-despenca-mais-de-3-e-fica-perto-de-cair-abaixo-de-us-100.shtml.

Coluna de fumaça vista próxima ao aeroporto de Riad, na Arábia Saudita - Reuters - 19.set.26 · Reuters - 19.set.26 — Foto: Folha de S.Paulo
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