Petróleo começa em queda, mas volta a subir e superar US$ 100 após Trump ameaçar Irã
O preço do petróleo começou em queda, mas reverteu a tendência dos últimos dias e voltou a ultrapassar os US$ 100 nesta quarta-feira (23) após o encontro de representantes dos EUA e Irã durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Leia mais (09/23/2026 - 08h53)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
O preço do petróleo começou em queda, mas reverteu a tendência dos últimos dias e voltou a ultrapassar os US$ 100 nesta quarta-feira (23) após o encontro de representantes dos EUA e Irã durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

O barril Brent, referência mundial, iniciou a sessão em queda e chegou a cair 1,33%, a US$ 97,93 (R$ 499,64), por volta das 1h45 (horário de Brasília). Porém, a partir das 4h, houve uma mudança na tendência, o preço passou a subir e alcançou US$ 100,49 (R$ 512,70), alta de 1,25%, por volta das 8h40.
A queda inicial foi motivada pelas declarações de Trump após a reunião de três horas com representantes do Irã. Segundo o republicano, a conversa foi "muito boa e produtiva" e com a promessa de novos encontros. O tom otimista foi bem diferente do usado em seu discurso na terça-feira (22), quando ameaçou "aniquilar o Irã rapidamente" .
As negociações entre os dois países está praticamente estagnada há mais de dois meses e ainda houve um acirramento no conflito com a entrada dos houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, que passou a atacar instalações da Arábia Saudita no início deste mês .

"A reunião de três horas entre EUA e Irã é importante porque faz o mercado deixar de precificar apenas uma escalada e passar a considerar um processo diplomático real, ainda que um acordo definitivo continue parecendo distante", afirmou Stephen Innes, da Quintex Intel.
O regime iraniano informou que houve um encontro com o mediador do Qatar, mas que não ocorreu uma reunião com representantes dos EUA. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o país apresentou suas condições para o fim do conflito e pediu o término dos "atos de agressão" dos norte-americanos.
Os negociadores também acompanham a retomada da operação no oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, que pode fazer o país retomar a exportação de petróleo ainda nesta semana. A produção foi paralisada em virtude de ataques de drones lançados pelos houthis há duas semanas.

Outro fator que pode pesar no preço do petróleo nos próximos dias é a reunião entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping, que começa nesta quinta-feira (24) e deve durar três dias. Embora analistas esperem que o encontro preserve a frágil trégua entre as duas superpotências, as expectativas de avanços significativos continuam baixas.
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
"O resultado desta cúpula definirá diretamente o tom das relações econômicas e comerciais entre Estados Unidos e China, da concorrência no setor de tecnologia e do cenário geopolítico no próximo período", afirmou Kenny Ng, estrategista da corretora Everbright Securities International.
Analistas do Goldman Sachs afirmaram, em nota publicada na terça-feira, que era improvável que a China aumentasse substancialmente suas importações de petróleo nos três últimos meses do ano.
A redução das compras chinesas de petróleo aliviou a pressão sobre os mercados globais, à medida que Pequim recorre a suas consideráveis reservas estratégicas.
"Continuamos considerando uma possível intensificação dos ataques à infraestrutura de produção e exportação de petróleo bruto do Oriente Médio — e não o aumento das importações chinesas —como o principal risco de alta para nossa projeção de preços do petróleo", escreveram os analistas.
Com informações da Reuters e do Financial Times
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/petroleo-comeca-em-queda-mas-volta-a-subir-e-superar-us-100-apos-trump-ameacar-ira.shtml.

Donald Trump, presidente dos EUA, discursa na Assembleia Geral da ONU - Mike Segar - 22.set.26/Reuters · Mike Segar - 22.set.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

