Petróleo cede mais de 3% diante de possível acordo de tráfego em Ormuz
Commodity interrompe sequência de altas, mas ainda se mantém acima dos US$ 100 por barril

Os preços do petróleo cedem nesta sexta-feira (11), após atingir a máxima de quatro meses de US$ 109,97 por barril no início da sessão, em meio a rumores de um novo acordo sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Às 08h47 (de Brasília), os barris do Brent eram comercializados por US$ 104, uma desvalorização de 3,07% ante o fechamento. O WTI , por sua vez, comercializado na Nymex (Bolsa de Nova York), caia quase 2,9%, com o barril cotado a US$ 99,54.
O Financial Times noticiou que ministros das Relações Exteriores do Oriente Médio estão tentando chegar a um acordo temporário com o Irã para gerenciar o tráfego na rota.

O encontro está agendado para segunda-feira (14) na cidade costeira de Salalah, em Omã , segundo informações obtidas por meio de duas pessoas a par do assunto.
Na véspera, a commodity teve uma alta de 6% e chegou a ter uma cotação de US$ 108, valor que não atingia desde maio deste ano.
O fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz permaneceu restrito devido às trocas de ataques entre os EUA e o Irã , enquanto os houthis, alinhados ao Irã, assumiram o controle do porto iemenita de Mocha, ameaçando as exportações de petróleo sauditas no Mar Vermelho.

A recente alta nos preços do petróleo aumentou a importância dos dados de preços ao consumidor dos EUA referentes a agosto, que serão divulgados ainda hoje e podem confirmar ou refutar a possibilidade de um aumento da taxa de juros pelo Fed na próxima semana.
As previsões apontam para um aumento mensal de 0,2% no núcleo do CPI, embora os riscos estejam inclinados para um número maior, já que os dados do IPP divulgados durante a noite mostraram certa resistência.
“Antes de cada divulgação de dados sobre a folha de pagamento, a cada divulgação do CPI, sempre parece que será a mais importante de todas, mas esta definitivamente parece ser”, disse Helgesson, do SEB.

“Se observarmos uma grande divergência em relação às expectativas, também veremos grandes oscilações no mercado.”
O preço médio nacional do diesel nos EUA ultrapassou os US$ 6 por galão na quinta-feira, pela primeira vez na história, de acordo com o site de monitoramento de preços GasBuddy.
Em contrapartida das preocupações sobre o aumento de preços, a demanda por petróleo está caindo mais do que o esperado, em parte devido aos preços recordes dos combustíveis.

A demanda mundial por petróleo cairá 2,5 milhões de bpd este ano, informou a AIE (Agência Internacional de Energia), acima da previsão anterior de um declínio de 1,6 milhão de bpd.
Em contrapartida, a Opep, grupo de produtores, ainda espera que a demanda mundial por petróleo cresça este ano, embora tenha reduzido sua previsão pela quinta vez consecutiva na quinta-feira. A Opep prevê um aumento da demanda de 380 mil bpd em 2026.
Ambas as organizações esperam uma recuperação no consumo de combustível no próximo ano. A AIE prevê que a demanda aumente em 2,6 milhões de bpd em 2027, e a Opep aponta para uma expansão semelhante de 2,36 milhões de bpd.

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Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/precos-petroleo-11-setembro-2026/.

PRÓXIMO AO ESTREITO DE ORMUZ (FILMADO DE MUSANDAM, OMÃ) (31 DE AGOSTO DE 2026) • REUTERS · • REUTERS — Foto: CNN Brasil
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