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    Petróleo cai quase 4% após se aproximar de US$ 110 em dia de novos ataques dos houthis

    O preço do petróleo começou em alta nesta sessão de sexta-feira (11), chegou a ficar perto dos US$ 110, mas passou a cair em seguida e teve uma desvalorização de quase 4% com a informação de uma possível reunião entre os chanceleres do Irã e de outros países do golfo Pérsico nos próximos dias para debater a situação do estreito de Hormuz, que está bloqueado para navegação desde o início da guerra em 28 de fevereiro. Leia mais (09/11/2026 - 10h25)

    Folha de S.Paulo
    11 de setembro de 2026 às 13:25
    Petróleo cai quase 4% após se aproximar de US$ 110 em dia de novos ataques dos houthis
    Destroços de drone queimando em terreno seco com vegetação rala. Fumaça preta sobe ao fundo em área aberta com poucas árvores. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O preço do petróleo começou em alta nesta sessão de sexta-feira (11), chegou a ficar perto dos US$ 110, mas passou a cair em seguida e teve uma desvalorização de quase 4% com a informação de uma possível reunião entre os chanceleres do Irã e de outros países do golfo Pérsico nos próximos dias para debater a situação do estreito de Hormuz, que está bloqueado para navegação desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

    Autoridades do grupo houthis divulga imagem que mostra destroços de aeronave que seria da Arábia Saudita e foi atingida no Iêmen - Ansarullah Media Centre /AFP · Ansarullah Media Centre /AFP
    Autoridades do grupo houthis divulga imagem que mostra destroços de aeronave que seria da Arábia Saudita e foi atingida no Iêmen - Ansarullah Media Centre /AFP · Ansarullah Media Centre /AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O barril Brent, referência mundial, começou as negociações com uma alta de 2% ao atingir US$ 109,62 (R$ 559,17) por volta das 21h (horário de Brasília) da quinta-feira (10). O valor ficou um pouco abaixo dos US$ 109,68 registrados na sessão de quinta.

    Porém, o preço passou a cair ao longo do dia até atingir US$ 103,51 (R$ 528), por volta das 7h45 desta sexta, queda de 3,83%. A partir daí, ele se estabilizou na casa de US$ 104 e estava cotado a US$ 104,01 (R$ 530,56), desvalorização de 3,38%, por volta das 10h.

    O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também estava em queda de 3,02%, cotado a US$ 99,06 (R$ 505,31), no mesmo horário.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os investidores reagiram Os preços caíram depois que o jornal Financial Times informou que os ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã articulam uma reunião para segunda-feira (14) com o objetivo de debater o controle sobre o estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes do conflito. depois que o jornal Financial Times informou que os ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã articulam uma reunião para segunda-feira (14) com o objetivo de debater o controle sobre o estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes do conflito.

    Segundo duas pessoas ouvidas pela publicação, vários países já teriam confirmado presença no encontro marcado para a cidade de Salalah, em Omã, mas não foram divulgados quais são eles. Irã e Omã vêm negociando desde o início do mês um acordo para determinar o controle em Hormuz, porém o presidente dos EUA, Donald Trump , já disse ser contra esse pacto e ameaçou bombardear Omã .

    Enquanto não há um acordo, o grupo dos houthis, aliados do Irã, manteve a estratégia de avançar suas posições no Iêmen e chegaram nesta sexta-feira à ilha estratégica de Perim, no estreito de Bab el-Mandeb, segundo informaram quatro pessoas do governo iemenita à agência de notícias Reuters, o que pode reforçar seu controle sobre uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Anteriormente, duas fontes do governo iemenita —apoiado pela Arábia Saudita e reconhecido internacionalmente— afirmaram que suas forças se retiraram de Perim e que os houthis também haviam tomado a cidade de Dhubab, no litoral do Mar Vermelho, que fica em frente à ilha.

    Se os houthis assumirem o controle total do estreito de Bab el-Mandeb, isso poderia dar vantagem ao Irã na guerra contra os EUA. O estreito fica no lado oposto da Península Arábica em relação a Hormuz. O domínio reduziria o abastecimento por um segundo corredor de trânsito e poderia elevar os preços do petróleo.

    A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo, tem contado com Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico, para escoar sua produção de petróleo, enquanto Hormuz continua bloqueado.

    Segundo o portal americano Axios, o príncipe-herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pediu a Trump que ordenasse ataques contra os houthis para conter o avanço dos insurgentes. O presidente dos EUA teria recusado o pedido, apresentado duas vezes ao longo da quinta-feira, segundo o Axios, que cita pessoas do governo norte-americano.

    Uma delas explicou ao portal de notícias que Washington continuaria fornecendo informações de inteligência sobre os houthis e possíveis alvos a Riade, mas não cogita, neste momento, uma intervenção militar direta.

    As águas ao sul do Mar Vermelho abrigam quatro ilhas: Zuqar, tomada pelos houthis na quinta-feira, Perim e as duas ilhas Hanish.

    Imagens de satélite mostraram fumaça na quinta-feira nas proximidades do gasoduto leste-oeste da Arábia Saudita, usado pelo reino para desviar suas exportações de petróleo.

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    Não houve confirmação da Arábia Saudita sobre qualquer incidente na área. A assessoria de imprensa do governo saudita e a gigante estatal de petróleo Aramco não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre a fumaça visível nas imagens verificadas pela Reuters.

    A Aramco tem utilizado o gasoduto leste-oeste para aumentar o fluxo de petróleo bruto da costa leste da Arábia Saudita até o Mar Vermelho, a oeste, depois que os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã começaram há seis meses, levando Teerã a bloquear o Estreito de Hormuz.

    O fornecimento de petróleo bruto saudita caiu 2,3 milhões de barris por dia em agosto, para 6 milhões de bpd, o nível mais baixo em mais de três décadas, informou a AIE (Agência Internacional de Energia) na sexta-feira, em parte devido aos ataques a navios que transitavam pelo Estreito de Bab el-Mandeb por grupos ligados aos houthis do Iêmen.

    Se os estreitos de Hormuz e de Bab el-Mandeb ficarem bloqueados, a única alternativa para os navios-petroleiros é contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança, considerada uma opção muito mais longa e cara.

    Com informações da Reuters, AFP e Financial Times

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/petroleo-cai-quase-4-apos-se-aproximar-de-us-110-em-dia-de-novos-ataques-dos-houthis.shtml.

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    Autoridades do grupo houthis divulga imagem que mostra destroços de aeronave que seria da Arábia Saudita e foi atingida no Iêmen - Ansarullah Media Centre /AFP · Ansarullah Media Centre /AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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