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    Petróleo cai mais de 3% e volta a ficar abaixo de US$ 100

    O preço do petróleo teve uma queda superior a 3% nesta terça-feira (6) e teve o seu menor valor desde a última quinta-feira (1°), ficando abaixo de US$ 100, apesar de novos ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã , a aeroportos da Arábia Saudita . Leia mais (10/06/2026 - 07h34)

    Folha de S.Paulo
    6 de outubro de 2026 às 10:34
    Petróleo cai mais de 3% e volta a ficar abaixo de US$ 100
    Veículo em chamas no deserto gera fumaça preta densa que sobe ao céu. Outros veículos militares estão próximos, e o terreno é arenoso e plano. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O preço do petróleo teve uma queda superior a 3% nesta terça-feira (6) e teve o seu menor valor desde a última quinta-feira (1°), ficando abaixo de US$ 100, apesar de novos ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã , a aeroportos da Arábia Saudita .

    Veículo em chamas após ser atacado no Iêmen - Ansarullah Media Centre/AFP · Ansarullah Media Centre/AFP
    Veículo em chamas após ser atacado no Iêmen - Ansarullah Media Centre/AFP · Ansarullah Media Centre/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O barril Brent, referência mundial, caiu 3,22%, a US$ 97,09 (R$ 485,66), por volta das 9h45 (horário de Brasília). O contrato de dezembro já havia ficado abaixo de US$ 100 nessa segunda-feira (5) e o valor negociado nesta terça foi o menor desde quinta-feira, quando alcançou US$ 96,55.

    Às 10h50, o barril era negociado a US$ 98,30 (R$ 491,72), queda de 2,01%. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, estava em desvalorização de 1,52%, a US$ 88,02 (R$ 440,29).

    A diminuição no preço do commodity ocorreu mesmo com novos ataques a dois aeroportos da Arábia Saudita. Na noite de segunda (no Brasil), os aeroportos de Jazan e Najran foram bombardeados, deixando três pessoas feridas, segundo a autoridade-geral de Aviação Civil do país. Os houthis assumiram a autoria dos ataques.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O grupo do Iêmen anunciou nesta terça que passou a ter o controle total do país, incluindo áreas estratégicas no Mar Vermelho. O governo do país contesta a informação e diz que retomou o domínio em parte do território , como o estreito de Bab al-Mendab, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico.

    "(Os houthis) mantêm controle total sobre todas as áreas conquistadas em terra", afirmou o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, em post no Telegram. Não foi possível verificar de forma independente as alegações de nenhum dos lados, em uma região onde o acesso de jornalistas é difícil e os acontecimentos se desenrolam rapidamente.

    Saree também afirmou que os houthis haviam realizado dezenas de ataques nas últimas horas contra forças governamentais nas regiões de Al-Jawf e Marib, além de atacar a província de Taiz. Na noite de segunda-feira, os houthis disseram ter atingido aeroportos e também uma refinaria pertencente à gigante petrolífera estatal saudita Aramco .

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A guerra civil do Iêmen voltou a se intensificar após anos de relativa calmaria, abrindo uma nova frente na guerra mais ampla no Oriente Médio , iniciada com os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro.

    O conflito no Iêmen provocou uma grave crise humanitária que deixou a maior parte da população dependente de ajuda. Mais de 184 mil pessoas foram deslocadas pelos confrontos mais recentes, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

    Enquanto os ataques dos houthis prosseguem, o Qatar afirmou que EUA e Irã ainda mantêm negociações para encerrar o conflito.

    "A troca de mensagens entre as diferentes partes prossegue por intermédio do Qatar e de seus parceiros regionais", afirmou Ibrahim Al-Hashmi, funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

    Também nesta terça-feira, o emir do Qatar, xeique Tamim bin Hamad Al Thani, reuniu-se em Doha com o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, segundo um comunicado do palácio real. Na segunda-feira, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que as negociações com os EUA eram "inúteis" e só resultavam em novos ataques, segundo a mídia estatal.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/petroleo-cai-mais-de-2-e-volta-a-ficar-abaixo-de-us-100.shtml.

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    Veículo em chamas após ser atacado no Iêmen - Ansarullah Media Centre/AFP · Ansarullah Media Centre/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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