Petróleo abre semana em alta após novo ataque dos EUA ao Irã
As negociações de barris de petróleo abriram com alta nos preços de 1,6% neste domingo (30), com cifras próximas a US$ 90, o valor mais alto registrado nos últimos seis dias.

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As negociações de barris de petróleo abriram com alta nos preços de 1,6% neste domingo (30), com cifras próximas a US$ 90, o valor mais alto registrado nos últimos seis dias.

A corrida por contratos de venda do combustível fóssil veio após o acirramento do conflito no Oriente Médio , com um bombardeio no Irã e o afundamento de um navio no estreito de Hormuz. Desde sexta-feira (28), EUA e Venezuela também divulgaram mais informações sobre um acordo comercial com potencial de extração de 65 bilhões de barris venezuelanos nos próximos 15 anos
O barril Brent, referência mundial, estava em US$ 88,29 no fechamento da última sexta-feira, apresentando leve alta após a divulgação do acordo entre o presidente americano Donald Trump e sua par venezuelana, Delcy Rodríguez.
O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, subia 1,79% às 19h28, cotado a US$ 84,29.

Neste domingo, os Estados Unidos atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estreito de Hormuz, de acordo com a agência Reuters. As forças da Guarda Revolucionária do Irã foram observadas preparando o lançamento de foguetes que transportariam minas marítimas para o estreito. A agência semioficial iraniana Tasnim afirmou que o ataque foi realizado por drones.
A Guarda Revolucionária afirmou que o ataque matou e feriu vários soldados e civis iranianos, sem informar um número preciso de vítimas. Em comunicado divulgado pela imprensa estatal, a unidade de elite do regime prometeu responder à ofensiva e punir os responsáveis.
No sábado (30), um navio-tanque foi atingido por um projétil desconhecido enquanto passava pelo estreito de Hormuz no sentido de entrada no sábado, informou a agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO).

O incidente ocorreu a 12 milhas náuticas ao norte de Khasab, em Omã, informou a UKMTO em um comunicado, acrescentando que não foram relatadas vítimas nem impactos ambientais.
Ainda neste domingo, Trump afirmou que planeja usar o controle recém-anunciado sobre bilhões de barris de petróleo bruto da Venezuela para recompor a reserva de emergência americana.
"Uma das coisas que farei com o petróleo venezuelano é reabastecer as Reservas Estratégicas Nacionais", escreveu Trump em uma publicação na Truth Social, na qual culpou Joe Biden, seu antecessor na Presidência, por esvaziar a reserva.
"O processo de ‘completar o estoque’ começará muito em breve e é um presente da Venezuela ao povo dos Estados Unidos."
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Na noite de sábado, a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o acordo terá duração de 25 anos, prevê elevar a produção de petróleo para 1,5 milhão de barris por dia e preservará a soberania do país sobre seus recursos naturais.
Delcy classificou o acordo como "histórico" e disse que ele ajudará a recuperar a economia e aumentar as receitas do governo, além de contribuir para definir o futuro do país.
"Este projeto bilateral de 25 anos prevê o desenvolvimento de 17 campos petrolíferos estratégicos, com uma meta de produção superior a 1,5 milhão de barris por dia", afirmou Rodríguez à emissora estatal VTV.
A líder venezuelana disse que a meta é apenas um objetivo inicial e que o plano mais amplo também prevê o desenvolvimento de oito novos blocos de exploração.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/petroleo-abre-semana-em-alta-apos-novo-ataque-dos-eua-ao-ira.shtml.

O presidente Donald Trump na sede da Nasa, em Houston, Texas (EUA) - Kylie Cooper/Reuters · Kylie Cooper/Reuters — Foto: UOL
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