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    Petrobras, Prio, Equinor e chinesas arrematam blocos de exploração de pré-sal em leilão com pouca disputa

    Em um leilão com pouca disputa, o governo Lula concedeu na manhã desta segunda-feira (7) sete áreas para exploração de petróleo no pré-sal. Outras seis áreas ficaram sem oferta. Ao todo, a arrecadação com bônus de assinatura ficou em R$ 503,4 milhões. Leia mais (10/07/2026 - 10h16)

    Folha de S.Paulo
    7 de outubro de 2026 às 13:16
    Petrobras, Prio, Equinor e chinesas arrematam blocos de exploração de pré-sal em leilão com pouca disputa
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    Rio de Janeiro Em um leilão com pouca disputa, o governo Lula concedeu na manhã desta segunda-feira (7) sete áreas para exploração de petróleo no pré-sal. Outras seis áreas ficaram sem oferta. Ao todo, a arrecadação com bônus de assinatura ficou em R$ 503,4 milhões.

    Sonda de perfuração de poços de petróleo fundeada na Baía de Guanabara: governo quer ampliar oferta de áreas para exploração. - Eduardo Anizelli/Folhapress · Eduardo Anizelli/Folhapress
    Sonda de perfuração de poços de petróleo fundeada na Baía de Guanabara: governo quer ampliar oferta de áreas para exploração. - Eduardo Anizelli/Folhapress · Eduardo Anizelli/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As empresas brasileiras Petrobras e Prio e a norueguesa Equinor foram as maiores vencedoras, com dois blocos cada uma —a portuguesa Galp entrou em uma das áreas, como sócia da Equinor. A sétima foi arrematada por um consórcio formado pelas chinesas CNOOC e Sinopec.

    O leilão ofereceu 13 áreas do pré-sal, o maior pacote desde o início do modelo atual de leilões de áreas para exploração de petróleo no país, em 2022. Durante a tarde, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) vai oferecer 313 áreas fora do pré-sal.

    O leilão é questionado na Justiça pela organização Arayara, que vê sobreposição de áreas com territórios quilombolas e indígenas. O Observatório do Clima, por sua vez, afirma que a oferta de novas áreas para exploração de petróleo ignora a emergência climática.

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    Se todas as áreas do pré-sal fossem concedidas, o governo arrecadaria R$ 1,24 bilhão apenas em bônus de assinatura —nestes leilões, o bônus é fixo e vence a disputa a empresa ou consórcio que oferecer a maior fatia da produção futura ao governo.

    Ao todo, 19 empresas estavam inscritas para essa etapa do leilão —dentre elas, a Petrobras e algumas gigantes mundiais já com presença no Brasil , como as americanas Exxon e Chevron, a francesa TotalEnergies e a inglesa Shell.

    Nesta tarde, a ANP licitará ainda 313 áreas fora do pré-sal, em nove bacias sedimentares nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Em cinco delas, há blocos em terra. Nas outras quatro, blocos em águas profundas ou ultraprofundas.

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    Na margem equatorial, principal aposta para a reposição das reservas brasileiras, a única bacia presente é a do Ceará, que ainda não teve exploração e produção em águas profundas. Não há oferta de blocos na bacia da Foz do Amazonas, onde a Petrobras fez sua segunda descoberta na semana passada.

    Na segunda (5), a ANP anunciou a retirada de cinco blocos na bacia do Parnaíba, que era o alvo da ação civil pública movida pelo Arayara. A agência afirmou ter detectado erros na delimitação das áreas que conflitavam com critérios socioambientais.

    Para esta etapa, estão inscritas 46 empresas de diversos portes, incluindo a Petrobras, algumas gigantes globais e pequenas petroleiras especializadas em áreas terrestres.

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    Em discurso antes do leilão, o secretário de Petróleo e Gás do MME (Ministério de Minas e Energia), Renato Dutra, afirmou que o governo trabalha para ampliar a oferta de áreas exploratórias no país, com a adição, nos próximos meses, de cerca de 50 novos blocos na bacia de Pelotas, na região Sul.

    Na semana passada, a ANP propôs o desenho de 501 novos blocos na margem equatorial brasileira , em uma área equivalente ao tamanho do Japão.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/10/prio-arremata-primeira-area-em-leilao-de-areas-para-exploracao-de-petroleo-no-pre-sal.shtml.

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