Pessoas ativas podem desenvolver gordura no fígado? Médica responde
Hepatologista alerta que o peso na balança, isoladamente, não revela como está a saúde metabólica nem afasta o risco de gordura no fígado

Uma pessoa magra e fisicamente ativa pode desenvolver gordura no fígado , alerta a gastro-hepatologista Natália Trevizoli. Segundo a médica, embora a esteatose hepática seja mais frequente em indivíduos com sobrepeso, obesidade, diabetes ou outras alterações metabólicas, também pode atingir quem aparenta estar saudável .
“O peso na balança, isoladamente, não mostra como está a saúde metabólica. Uma pessoa pode ter um IMC considerado normal e, ainda assim, apresentar maior quantidade de gordura visceral, resistência à insulina ou alterações de colesterol e triglicérides que favorecem o acúmulo de gordura no fígado”, explica a profissional ao Metrópoles . 6 imagens Fechar modal. 1 de 6 A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado
Entre os principais fatores de risco para a doença está o excesso de peso

O fígado é um órgão vital e é responsável por mais de 500 funções no corpo
A gordura no fígado pode evoluir para cirrose
O fígado é considerado como "verdadeiro laboratório bioquímico do corpo"

A gordura no fígado resulta de vários fatores, como excesso de peso e ingestão elevada de bebidas alcoólicas
Além disso, nem todo quadro está relacionado a alterações metabólicas. Natália esclarece que o consumo de bebidas alcoólicas também pode levar ao acúmulo de gordura no fígado , inclusive em pessoas magras e que praticam atividade física regularmente.
De acordo com a gastro-hepatologista do Centro de Excelência em Doenças do Fígado do Hospital Santa Lúcia (HSL), existem vários fatores que podem favorecer o acúmulo de gordura no fígado em uma pessoa magra e fisicamente ativa.

Além disso, alguns medicamentos e doenças também podem favorecer a condição .
“Ter peso normal não significa necessariamente ter pouca gordura visceral. Há pessoas que acumulam proporcionalmente mais gordura na região abdominal e ao redor dos órgãos, mesmo sem aparentemente apresentar excesso de peso”, explica Natália Trevizoli.
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Na maioria das vezes, a gordura no fígado não apresenta sintomas visíveis . A médica comenta que muitas pessoas descobrem o quadro por acaso , durante um ultrassom realizado por outro motivo ou após alguma alteração nos exames de sangue.
Por isso, não se deve considerar que uma pessoa está protegida apenas porque é magra ou pratica exercícios.
“Quando existem fatores de risco, como histórico familiar, diabetes ou pré-diabetes, alterações de colesterol e triglicérides, aumento da circunferência abdominal ou consumo de álcool, vale conversar com o médico sobre a necessidade de investigação”, orienta a expert. Mais importante do que simplesmente identificar a presença de gordura é avaliar se já existem sinais de inflamação ou fibrose no fígado, que está mais relacionada ao risco de evolução para formas mais graves da doença.









Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/pessoas-ativas-podem-desenvolver-gordura-no-figado-medica-responde.

Jian Fan/Getty Images — Foto: Metrópoles
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