Pesquisas da reta final para o Senado mostram avanço da direita
Levantamento de votos válidos aponta candidatos de PL (Partido Liberal) e PP (Progressistas) no grupo da frente em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal; esquerda lidera na Bahia, e Pará fica com o Centro

Pesquisas divulgadas neste sábado (3), véspera do primeiro turno, mostram candidatos identificados com a direita em posições competitivas na disputa pelo Senado em alguns dos principais colégios eleitorais do país.
O movimento aparece com maior intensidade em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal . No Rio de Janeiro e no Pará, candidatos do PL (Partido Liberal) também figuram entre os nomes mais bem colocados.
Em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado . Os levantamentos analisados consolidam a primeira e a segunda escolhas em uma base de 100%, já descontados votos brancos, nulos e eleitores indecisos.

São Paulo apresenta uma das disputas mais equilibradas. Na pesquisa Quaest, Guilherme Derrite (PP) aparece numericamente na liderança, com 25% dos votos válidos. André do Prado (PL) tem 23% , enquanto Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) registram 22% cada.
O Datafolha mostra empate técnico quádruplo . Derrite e André do Prado têm 22% cada, Marina registra 21% e Tebet aparece com 20% . Os levantamentos colocam dois candidatos da direita na frente na disputa pelas duas cadeiras paulistas , após a saída de Ricardo Salles (Novo) da disputa.
Em Minas Gerais , a direita também lidera. Domingos Sávio (PL) é o primeiro na pesquisa Quaest, com 22% dos votos válidos. Carlos Viana (PSD) e Marília Campos (PT) aparecem com 18% cada, seguidos por Aécio Neves (PSDB) , com 17% .

No Distrito Federal , Michelle Bolsonaro (PL) , esposa de Jair Bolsonaro (PL) , lidera os dois levantamentos divulgados. Na Quaest, a ex-primeira-dama tem 31% , seguida por Leila do Volêi (PDT) , com 27% , e Bia Kicis (PL) , com 24% .
O cenário no Datafolha é ainda mais animador para o campo político, que também coloca Michelle na primeira posição, com 30% . Nesse levantamento, a candidata faz uma dobradinha com Bia Kicis , numericamente em segundo, com 24% , seguida por Leila, com 21% .
No Rio de Janeiro , o Datafolha aponta Benedita da Silva (PT) na liderança, com 26% dos votos válidos.

Os dois candidatos do PL aparecem na sequência: Carlos Portinho registra 19% , e Carlos Jordy , 18% . O próximo aliado do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 13% , Pedro Paulo (PSD) , diminuindo a possibilidade de uma dobrada da esquerda.
No Paraná, a direita, de Deltan Dallagnol (Novo) , com 27% , liderava com Filipe Barros (PL) , marcando 23% , segundo a AtlasIntel, mas, com o indeferimento da candidatura do primeiro também nesse sábado (3), o cenário pode mudar.
Em Santa Catarina, a AtlasIntel também é favorável, pois Carol de Toni (PL) , Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidão Amin (PP) brigam por duas vagas.

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A esquerda continua com bom desempenho na região onde tem bom histórico de votação: o Nordeste .
Na Bahia , a pesquisa AtlasIntel mostra dois candidatos do PT nas primeiras colocações . Rui Costa tem 27,3% dos votos válidos e está tecnicamente empatado com Jaques Wagner , que registra 24,6% . Porém, Ângelo Coronel (Republicanos) com 21,9% , e João Roma (PL) , com 21,2% , seguem na cola dos líderes.

Na região Norte , o campo político da esquerda não mantém o bom desempenho. No Pará , Helder Barbalho (MDB) ocupa a primeira posição nas pesquisas Quaest e AtlasIntel.
Na Quaest, o ex-governador tem 28% , seguido pelo Delegado Éder Mauro (PL) , com 24% e Chicão (União Brasil) , com 20% . A AtlasIntel apresenta a mesma ordem: Helder tem 27,1% , Éder Mauro registra 21,2% , Chicão aparece com 18,9% , em disputa que ficará entre o centro e a direita.
A eleição deste ano pode alterar de forma significativa a composição do Senado .

Serão renovadas 54 das 81 cadeiras, dois terços da Casa, com a escolha de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal. Como o mandato dos senadores dura oito anos, o resultado terá impacto durante todo o próximo governo e também na administração que assumir a Presidência em 2031.
Além de discutir projetos de lei, medidas provisórias e propostas de emenda à Constituição, o Senado revisa matérias aprovadas pela Câmara dos Deputados .
Dessa forma, a composição da Casa pode facilitar ou dificultar a aprovação da agenda econômica, social e administrativa do próximo presidente, além de influenciar investigações conduzidas por comissões parlamentares.

Os senadores também possuem atribuições exclusivas, como analisar as indicações presidenciais para o STF (Supremo Tribunal Federal) , a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a direção do Banco Central .
Cabe ainda ao Senado processar e julgar autoridades por crimes de responsabilidade, incluindo ministros do Supremo .
Eleição deste ano pode renovar até dois terços do Senado

Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/pesquisas-da-reta-final-para-o-senado-mostram-avanco-da-direita/.

Plenário do Senado Federal durante sessão • Carolna Curi/Agência Senado · • Carolna Curi/Agência Senado — Foto: CNN Brasil
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