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    Pesquisadores da USP desenvolvem “vacina inteligente” contra chikungunya

    Formulação experimental foi testada em camundongos e usa vírus modificado que se replica uma única vez para estimular a resposta imunológica

    CNN Brasil
    23 de agosto de 2026 às 15:06
    Pesquisadores da USP desenvolvem “vacina inteligente” contra chikungunya
    Foto: CNN Brasil

    Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) , em parceria com cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha , desenvolveram uma nova estratégia de vacinação contra a chikungunya. O método usa uma versão geneticamente modificada do vírus que consegue entrar nas células e estimular o sistema imunológico, mas é impedida de continuar se multiplicando no organismo.

    A formulação ainda é experimental e foi testada apenas em camundongos. Nos experimentos, uma única dose foi suficiente para induzir uma resposta imunológica capaz de proteger os animais contra a infecção. O estudo foi publicado na revista científica na “ npj Vaccines ” .

    A pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) , propõe uma plataforma que tenta combinar duas características: a capacidade de estimular uma resposta imune semelhante à de vacinas que utilizam vírus vivos atenuados e a segurança associada a formulações que não conseguem se replicar continuamente.

    Dengue, chikungunya e zika são vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aedypti • FotoshopTofs/Pixabay · • FotoshopTofs/Pixabay
    Dengue, chikungunya e zika são vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aedypti • FotoshopTofs/Pixabay · • FotoshopTofs/Pixabay — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O vírus da chikungunya precisa passar por um processo de maturação dentro das células para se tornar infeccioso. Uma das etapas envolve a ação da enzima furina, presente no organismo humano, que permite a exposição de uma proteína utilizada pelo vírus para invadir novas células.

    Os pesquisadores alteraram geneticamente essa etapa. O vírus utilizado na formulação foi produzido de maneira que sua maturação dependa de uma enzima que não está presente em seres humanos nem em mosquitos.

    Com isso, o vírus vacinal consegue realizar uma primeira etapa de replicação, suficiente para apresentar seus componentes ao sistema imunológico. Depois disso, as partículas produzidas permanecem imaturas e não conseguem iniciar novos ciclos de infecção.

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    Entenda estudo de Harvard que busca cura para doença de Creutzfeldt-Jakob — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Na prática, a proposta é fazer com que o vírus funcione como um estímulo controlado para as defesas do organismo , sem que consiga se transformar em uma infecção propriamente dita.

    Nos testes conduzidos pelos pesquisadores, os camundongos receberam uma única dose da formulação. Os animais desenvolveram anticorpos e ficaram protegidos diante de uma exposição posterior ao vírus da chikungunya .

    Os experimentos também indicaram uma possível resposta contra o vírus Mayaro. Esse resultado chamou a atenção dos pesquisadores porque pode indicar que a plataforma tenha potencial para produzir respostas contra outros vírus relacionados.

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    Apesar dos resultados, a pesquisa ainda está em fase pré-clínica. Portanto, os dados obtidos em camundongos não permitem afirmar que a mesma proteção ou segurança será observada em seres humanos.

    A estratégia foi pensada como uma plataforma, e não apenas como uma possível vacina contra a chikungunya. Segundo os pesquisadores, o mesmo princípio poderá futuramente ser adaptado para outros arbovírus, como zika e febre amarela.

    A tecnologia também apresenta potencial para ser estudada contra variantes do SARS-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19. Isso ocorre porque diferentes vírus dependem de mecanismos de maturação que podem ser alvo de modificações semelhantes.

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    Existe alimento proibido para crianças? Especialistas e Dr. Kalil explicam — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O grupo pretende avançar para novas etapas de pesquisa e avaliar a possibilidade de levar a formulação contra a chikungunya a testes clínicos .

    A pesquisa foi realizada por cientistas da USP e da Universidade de Bonn, com apoio da Fapesp. O estudo publicado tem o título “ Maturation-deficient chikungunya virus elicits protective immune responses in a murine challenge model “.

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    Entenda estudo de Harvard que busca cura para doença de Creutzfeldt-Jakob — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Existe alimento proibido para crianças? Especialistas e Dr. Kalil explicam — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/pesquisadores-da-usp-desenvolvem-vacina-inteligente-contra-chikungunya/.

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