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    Pesquisadora demitida pelo Google ganha prêmio ‘Nobel alternativo’

    Entenda como a pesquisadora Timnit Gebru conquistou o prêmio Right Livelihood por seu trabalho por uma tecnologia mais justa e ética O post Pesquisadora demitida pelo Google ganha prêmio ‘Nobel alternativo’ apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    30 de setembro de 2026 às 14:56
    Pesquisadora demitida pelo Google ganha prêmio ‘Nobel alternativo’
    Foto: Olhar Digital

    A cientista Timnit Gebru venceu o prêmio Right Livelihood, conhecido como o “Nobel alternativo”. A premiação reconheceu seu trabalho por tecnologias digitais baseadas na justiça.

    Ex-pesquisadora do Google , Gebru foi demitida após se recusar a retirar conclusões de uma pesquisa sobre preconceitos em modelos de linguagem . O júri a premiou por questionar a concentração de poder na tecnologia.

    O trabalho de Timnit Gebru por mais representatividade ganhou força em 2017, quando fundou a ONG Black in AI. A iniciativa busca aumentar a presença e a visibilidade de pessoas negras na área de inteligência artificial .

    O trabalho de Timnit Gebru destaca os preconceitos presentes nos sistemas de inteligência artificial e seus efeitos sobre pessoas discriminadas. – Imagem: tadamichi/Shutterstock
    O trabalho de Timnit Gebru destaca os preconceitos presentes nos sistemas de inteligência artificial e seus efeitos sobre pessoas discriminadas. – Imagem: tadamichi/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Três anos depois, enquanto integrava a direção da equipe de ética do Google, Gebru foi uma das autoras de um artigo de pesquisa sobre os riscos de tendências racistas e sexistas nos modelos de linguagem. A empresa pediu que ela se retratasse dos resultados, segundo o júri do Right Livelihood.

    Gebru se recusou e acabou demitida. Depois de deixar o Google, aprofundou o trabalho sobre o tema e criou o DAIR, centro de reflexão dedicado a destacar os preconceitos que os sistemas de IA provocam na vida de pessoas vítimas de discriminação e exclusão.

    Ao anunciar a premiação, o júri justificou a escolha “por questionar a concentração de poder” e “abrir caminho para tecnologias digitais baseadas na justiça”.

    A premiação traz para o centro do debate global a urgência de auditar algoritmos e combater preconceitos na inteligência artificial. Imagem: Fractal Pictures/Shutterstock
    A premiação traz para o centro do debate global a urgência de auditar algoritmos e combater preconceitos na inteligência artificial. Imagem: Fractal Pictures/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Gebru não foi a única homenageada nesta edição. O Right Livelihood também premiou três iniciativas ligadas à defesa de direitos humanos, das mulheres e da democracia:

    Entre os trabalhos destacados pelo júri está a atuação da RWA na mobilização de mulheres em defesa do acesso à terra e às sementes diante de empresas e do patriarcado.

    O Right Livelihood foi criado em 1980 pelo alemão-sueco Jakob von Uexküll. A iniciativa surgiu depois que a Fundação Nobel rejeitou sua proposta de criar dois novos prêmios voltados ao meio ambiente e ao desenvolvimento.

    Inteligência artificial
    Inteligência artificial — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O reconhecimento de Timnit Gebru destaca uma questão central no desenvolvimento da inteligência artificial: os preconceitos presentes nesses sistemas e seus impactos sobre pessoas afetadas por discriminação e exclusão.

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    Alucinações de IA e resultados incorretos. Informações falsas e conteúdos fabricados. Empresário usando IA generativa em um laptop.
    Alucinações de IA e resultados incorretos. Informações falsas e conteúdos fabricados. Empresário usando IA generativa em um laptop. — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Racismo algorítmico e os desafios da inteligência artificial
    Racismo algorítmico e os desafios da inteligência artificial — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    O trabalho de Timnit Gebru destaca os preconceitos presentes nos sistemas de inteligência artificial e seus efeitos sobre pessoas discriminadas. – Imagem: tadamichi/Shutterstock
    O trabalho de Timnit Gebru destaca os preconceitos presentes nos sistemas de inteligência artificial e seus efeitos sobre pessoas discriminadas. – Imagem: tadamichi/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    A premiação traz para o centro do debate global a urgência de auditar algoritmos e combater preconceitos na inteligência artificial. Imagem: Fractal Pictures/Shutterstock
    A premiação traz para o centro do debate global a urgência de auditar algoritmos e combater preconceitos na inteligência artificial. Imagem: Fractal Pictures/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/30/inteligencia-artificial/pesquisadora-demitida-pelo-google-ganha-premio-nobel-alternativo/.

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