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    Pesquisa brasileira identifica novo alvo contra doença de Chagas

    Uma pesquisa brasileira desenvolvida pelo CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas, no interior de São Paulo, identificou um possível novo caminho para combater a doença de Chagas . Trata-se de um novo fármaco que vem sendo estudado internacionalmente contra a malária e que mostrou resultados promissores contra o parasita Trypanosoma cruzi , causador da doença de Chagas. Leia mais (09/27/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    28 de setembro de 2026 às 02:00
    Pesquisa brasileira identifica novo alvo contra doença de Chagas
    Modelo molecular em superfície com duas regiões destacadas em cinza e laranja, ampliando uma área de interação molecular. Ao lado, fórmula química de um composto orgânico com átomos de flúor, oxigênio e nitrogênio. Imagem inclui inseto tria — Foto: Folha de S.Paulo

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    Ilustração de como o fármaco pesquisado pelo CNPEM se liga à proteína presente no parasita que provoca a Doença de Chagas - Divulgação · Divulgação
    Ilustração de como o fármaco pesquisado pelo CNPEM se liga à proteína presente no parasita que provoca a Doença de Chagas - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Uma pesquisa brasileira desenvolvida pelo CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas, no interior de São Paulo, identificou um possível novo caminho para combater a doença de Chagas . Trata-se de um novo fármaco que vem sendo estudado internacionalmente contra a malária e que mostrou resultados promissores contra o parasita Trypanosoma cruzi , causador da doença de Chagas.

    O estudo, realizado com apoio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) , foi publicado em agosto na revista científica Journal of Medicinal Chemistry.

    No Brasil, estima-se que 4,1 milhões convivam atualmente com a enfermidade. A doença tem diferentes fases, podendo ser assintomática ou causar febre e dores no corpo, na fase aguda, até provocar alterações no esôfago, no sistema digestório ou no coração, na fase crônica.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Hoje o tratamento é feito com dois medicamentos: benznidazol e o nifurtimox. Ambos, porém, apresentam efeitos colaterais e têm eficácia limitada especialmente na fase crônica.

    Liderado pelo pesquisador Artur Torres Cordeiro, o estudo do CNPEM partiu da informação de que o fármaco pesquisado contra a malária atua numa proteína que o Trypanosoma cruzi também possui.

    Desta forma, os pesquisadores começaram a avaliar em laboratório como essa droga interage com a proteína do parasita da doença de Chagas.

    Os resultados foram promissores. "Ela [a droga] consegue bloquear a função da proteína. Sem essa proteína, o protozoário não consegue mais crescer nem se reproduzir e morre", explica o pesquisador.

    O trabalho foi possível por meio do Sirius, um acelerador de partículas brasileiro, que fica na sede do CNPEM. O equipamento é uma espécie de microscópio gigante —ele tem o tamanho do Maracanã. O Sirius cria um tipo de luz muito forte, a luz síncrotron, que permite que os cientistas vejam detalhes invisíveis das substâncias analisadas.

    "A gente conseguiu revelar a estrutura tridimensional da proteína e como a droga interage com ela. Nós mapeamos essas interações, informação crucial para a criação do novo medicamento", explica Artur. A pesquisa ainda está em fase pré-clínica, ou seja, ainda não foi testada em humanos.

    Ele adianta, contudo, que como esse remédio já vem sendo estudado para a malária, será possível pular algumas etapas. "É o que chamamos de reposicionamento de fármaco. Aproveitamos toda a informação que já havia sido construída para a malária", diz ele.

    com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVE IA e KARINA MATIAS

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/09/pesquisa-brasileira-identifica-novo-alvo-contra-doenca-de-chagas.shtml.

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    Ilustração de como o fármaco pesquisado pelo CNPEM se liga à proteína presente no parasita que provoca a Doença de Chagas - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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