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    Permuta do terreno do estádio Airton Borges em Uberlândia vai parar na Justiça; entenda

    Casa do futebol amador de Uberlândia, o estádio Airton Borges se tornou o centro de uma disputa judicial. A atual diretoria da Liga Uberlandense de Futebol, liderada por Luiz Carlos Araújo, questiona o processo de permuta do terreno do estádio, na Avenida Rondon Pacheco, por uma área na zona rural da cidade. A entidade aponta possíveis irregularidades nos contratos e nos valores apresentados. Estádio Airton Borges; Uberlândia Liga Uberlandense de Futebol O acordo de troca entre os terrenos foi firmado em 2022 pela antiga gestão, comandada por Renato Batista, e pela empresa do ramo imobiliário

    GE Esportes
    23 de setembro de 2026 às 14:35
    Permuta do terreno do estádio Airton Borges em Uberlândia vai parar na Justiça; entenda
    Foto: GE Esportes

    Casa do futebol amador de Uberlândia, o estádio Airton Borges se tornou o centro de uma disputa judicial. A atual diretoria da Liga Uberlandense de Futebol, liderada por Luiz Carlos Araújo, questiona o processo de permuta do terreno do estádio, na Avenida Rondon Pacheco, por uma área na zona rural da cidade. A entidade aponta possíveis irregularidades nos contratos e nos valores apresentados.

    Estádio Airton Borges; Uberlândia — Foto: Liga Uberlandense de Futebol

    O acordo de troca entre os terrenos foi firmado em 2022 pela antiga gestão, comandada por Renato Batista, e pela empresa do ramo imobiliário Fazenda Capim Branco. O acerto prevê a construção de um novo complexo esportivo para a LUF na região da Tenda dos Morenos. Entenda o processo mais abaixo.

    Uma assembleia para discutir o tema junto aos presidentes dos clubes do futebol amador foi realizada na noite de terça-feira na sede da associação. No encontro, o grupo de advogados que representa a LUF convidou os representantes das agremiações a se apresentaram ao delegado que apura o caso para afirmarem se aprovaram ou não a permuta quando ela foi realizada.

    Em nota, a defesa da Fazenda Capim Branco afirmou que se trata de uma disputa política interna da Liga e que a empresa não tem qualquer relação com o imbróglio. O comunicado aponta ainda que a atual gestão da LUF "passou a descumprir o contrato, obrigando a empresa a judicializar a questão". Leia o posicionamento na íntegra mais abaixo.

    O ge procurou o ex-presidente da LUF, Renato Batista para pedir um posicionamento sobre as alegações da atual diretoria da liga. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

    Em 2022, a gestão anterior da Liga, comandada por Renato Batista, acertou a troca do terreno do estádio, na Avenida Rondon Pacheco, por uma área de cerca de 90 mil metros quadrados na região da Tenda dos Morenos , na Zona Rural de Uberlândia. Atualmente, não há estrutura construída nesse terreno.

    Área onde seria construído novo complexo da LUF na região da Tenda dos Morenos, em Uberlândia — Foto: LUF/Divulgação

    Conforme a negociação, a empresa deveria erguer um novo complexo esportivo no terreno rural para abrigar a estrutura da LUF. A entidade é a responsável por promover o Campeonato Amador de Uberlândia e realiza as principais partidas no estádio Airton Borges.

    No processo de permuta, o terreno onde está o estádio foi avaliado em cerca de R$ 60 milhões . A área rural teve o valor atribuído de cerca de R$ 45 milhões . Os R$ 15 milhões restantes seriam investidos pela Fazenda Capim Branco na construção do complexo esportivo.

    A atual gestão da Liga, que assumiu em 2025 sob comando de Luiz Carlos Araújo, questiona os valores envolvidos na negociação e aponta possíveis fraudes no processo.

    — Entendemos que o valor dessa permuta foi muito prejudicial, uma vez que o valor da área da Rondon Pacheco, que nós entendemos ser o metro quadrado talvez mais caro da cidade de Uberlândia, foi permutado com uma área rural. E essa área rural não tem o valor que eles apontam, bem como o valor que foi atribuído aqui pro metro quadrado da Rondon Pacheco foi um valor muito pequeno — afirmou ao ge o advogado da LUF, Jonathan Fonseca.

    Outro apontamento da entidade é que os presidentes dos clubes do futebol amador não votaram para aprovar ou recusar a proposta de permuta. Segundo a Liga, em 2022, houve uma reunião apenas para a prospecção do negócio, sem a realização de apreciação oficial da pauta.

    Dois processos judiciais sobre o tema estão em andamento. O primeiro deles, na esfera cível, foi movido pela Fazenda Capim Branco e é arbitrado em São Paulo. Essa ação corre em segredo de Justiça.

    Outro processo, na esfera criminal, transcorre em Uberlândia a pedido da Liga Uberlandense de Futebol. Na assembleia realizada na terça-feira, os 40 presidentes dos clubes foram convidados a se apresentarem na 7ª Delegacia de Polícia Civil de Uberlândia para darem o parecer deles sobre a permuta. Os depoimentos serão usados para embasar as próximas etapas do processo.

    "Trata-se de uma disputa política interna da Liga, da qual a Capim Branco não tem qualquer relação.

    A título de esclarecimento, pontue-se que no início de 2021, de maneira amplamente divulgada, a Liga tratou uma permuta com obrigação de construir com a empresa Capim Branco, para a edificação de uma nova sede, três vezes maior no prolongamento da Av. Anselmo.

    Na época, o procedimento foi votado e aprovado por unanimidade na Liga, informado ao Ministério Público, ao Poder Executivo, a Câmara e divulgado na imprensa local.

    Em 2025, iniciaram-se referidas disputas políticas internas na Liga e a nova gestão de maneira temerária passou a descumprir o contrato, obrigando a empresa a judicializar a questão.

    Atualmente a Nova Gestão tem perdido sistematicamente nos processos".

    Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/mg/triangulo-mineiro/campeonato-amador-de-uberlandia/noticia/2026/09/23/permuta-do-terreno-do-estadio-airton-borges-em-uberlandia-vai-parar-na-justica-entenda.ghtml.

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