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    Perfil de Nicolás Maduro publica fotos do líder chavista em prisão nos EUA

    Imagens mostram o líder chavista em uniforme prisional cinza e posando; registro indica que as fotos foram tiradas na tarde do dia 25 de junho

    CNN Brasil
    30 de agosto de 2026 às 13:35
    Perfil de Nicolás Maduro publica fotos do líder chavista em prisão nos EUA
    Foto: CNN Brasil

    O perfil de Nicolás Maduro publicou nas redes sociais, neste domingo (30), fotos do ex-presidente venezuelano na prisão em que ele está detido em Nova York, nos Estados Unidos, desde que foi capturado em Caracas em 3 de janeiro.

    As imagens mostram o líder chavista em uniforme prisional cinza e posando para as fotos. A publicação indica que as fotos foram tiradas na tarde do dia 25 de junho, um dia depois dos terremotos que devastaram a Venezuela e deixaram mais de 6 mil mortos.

    Um post compartilhado por Nicolás Maduro (@nicolasmaduro)

    Perfil de Nicolás Maduro publica fotos do líder chavista em prisão nos EUA • Reprodução · • Reprodução
    Perfil de Nicolás Maduro publica fotos do líder chavista em prisão nos EUA • Reprodução · • Reprodução — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Um pequeno presente de amor e esperança”, escreveu o perfil de Maduro na legenda da publicação.

    “Envio estas fotos como um pequeno presente para todos os meus netos, para as crianças e para todas as pessoas bondosas que nos amam. Quero que saibam que estamos firmes, com os corações transbordando do amor de vocês, um amor que nos alcança transformado em oração, ação constante, solidariedade e verdadeiro apoio. Agradeço infinitamente por cada palavra, cada gesto, cada bênção”, acrescentou.

    “Aproveitem este pequeno presente com alegria e esperança. Cilia e eu os abraçamos para sempre, com os corações voltados para vocês e a nossa fé em Deus inabalável. Como disse o apóstolo Paulo: ‘Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou’ (Romanos 8:37). Permaneceremos fortes, serenos e confiantes: Deus está conosco. Deus proverá. A Venezuela renascerá”, concluiu.

    Análise: A solução incomum de Trump para o problema com a Venezuela
    Análise: A solução incomum de Trump para o problema com a Venezuela — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A última aparição pública de Maduro foi em 22 de julho, em uma audiência judicial onde foi confirmado que seu julgamento está marcado para começar em 1º de junho de 2027. O líder chavista, que governou a Venezuela de 2013 até sua prisão, enfrenta acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e porte ilegal de armas, as quais ele nega.

    A maioria de suas postagens nas redes sociais tem caráter religioso e apresenta imagens de arquivo de sua esposa, Cilia Flores, que também está presa em Nova York, acompanhadas da frase “Queremos eles de volta”.

    No início de agosto, quando começaram as negociações entre o movimento chavista e um setor da oposição, ele declarou: “Acolhemos qualquer diálogo que ajude a consolidar a paz, a convivência e a reconciliação entre os venezuelanos”.

    O que mudou no setor petrolífero da Venezuela desde a queda de Maduro
    O que mudou no setor petrolífero da Venezuela desde a queda de Maduro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A publicação do perfil de Maduro acontece depois do presidente americano Donald Trump ter anunciado um acordo sem precedentes no qual os Estados Unidos passarão a controlar 65 bilhões de barris do petróleo venezuelano – equivalentes a um quinto das reservas do país.

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou no sábado (29) que o acordo energético com os Estados Unidos permanecerá em vigor por 25 anos, com o objetivo de aumentar a produção de petróleo bruto para 1,5 milhão de barris por dia (bpd) e preservar a soberania do país sobre seus recursos naturais.

    Em um pronunciamento no final da noite, Rodríguez elogiou o acordo como um pacto “histórico” que ajudaria a reativar a economia e impulsionar a receita do governo, afirmando que ele contribuiria para moldar o futuro do país.

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    Venezuela abandona plano para libertar Nicolás Maduro, diz jornal — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Este projeto bilateral de 25 anos prevê o desenvolvimento de 17 campos petrolíferos estratégicos, com uma meta de produção superior a 1,5 milhão de barris por dia”, disse Rodríguez à emissora estatal VTV.

    “Esse valor se refere exclusivamente ao acordo bilateral entre a Venezuela e os Estados Unidos.”

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    Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez e o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visitam instalações de produção de petróleo • na joint venture entre a Chevron e a estatal petrolífera PDVSA, na Faixa Petrolífera do Orinoco
    Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez e o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visitam instalações de produção de petróleo • na joint venture entre a Chevron e a estatal petrolífera PDVSA, na Faixa Petrolífera do Orinoco — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Rodríguez acrescentou que a meta do acordo de 1,5 milhão de barris por dia era apenas um objetivo inicial e que o plano mais amplo também incluía o desenvolvimento de oito novos blocos de petróleo como parte de uma expansão mais abrangente do setor energético do país.

    A era de uma indústria petrolífera estatal, fechada, e das grandes nacionalizações de empresas ligadas aos hidrocarbonetos, ao grito de “Expropriem!” lançado pelo falecido presidente Hugo Chávez, parece ter chegado ao fim na Venezuela.

    Ou, pelo menos, é o que parecem indicar as mudanças ocorridas no país desde a queda do presidente Nicolás Maduro, há quase oito meses, e que afetaram especialmente o setor petrolífero, grande parte do qual teria passado, nesta sexta-feira, para o controle dos Estados Unidos, segundo afirmou o presidente Donald Trump.

    Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez e o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visitam instalações de produção de petróleo • na joint venture entre a Chevron e a estatal petrolífera PDVSA, na Faixa Petrolífera do Orinoco
    Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez e o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visitam instalações de produção de petróleo • na joint venture entre a Chevron e a estatal petrolífera PDVSA, na Faixa Petrolífera do Orinoco — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Sob minhas instruções, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário da Guerra, Pete Hegseth, trabalhando em estreita colaboração com a muito respeitada presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e por meio de uma aliança com empresas privadas, garantiram o controle majoritário dos Estados Unidos sobre mais de 65.000 MILHÕES DE BARRIS de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte americano”, disse Trump nas redes sociais.

    As reservas totais da Venezuela são estimadas em 303 bilhões de barris, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), portanto, o anúncio de Trump abrange aproximadamente 21% do total.

    “Essa transação histórica MAIS DO QUE DUPLICA as reservas de petróleo dos Estados Unidos, aumenta consideravelmente nosso abastecimento de petróleo e reduzirá substancialmente os preços da gasolina para todos os americanos por muitos anos”, continuou Trump.

    Análise: A solução incomum de Trump para o problema com a Venezuela
    Análise: A solução incomum de Trump para o problema com a Venezuela — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O caminho para esse anúncio foi aberto no final de janeiro, quando o governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (ex-vice-presidente que assumiu após a prisão de Maduro), conseguiu aprovar uma reforma da lei de hidrocarbonetos que abriu o setor petrolífero do país aos investimentos estrangeiros, rompendo o controle exclusivo da PDVSA (Petróleos de Venezuela).

    A PDVSA foi fundada justamente após a nacionalização do petróleo venezuelano em 1976, o que levou à saída de muitas petrolíferas americanas de um país que possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo.

    Depois de atingir um recorde na produção de petróleo na década de 1990, quando a Venezuela extraía cerca de 3 milhões de barris por dia, na última década a produção petrolífera despencou para menos de 1 milhão de barris, em meio a acusações de corrupção e falta de manutenção.

    O que mudou no setor petrolífero da Venezuela desde a queda de Maduro
    O que mudou no setor petrolífero da Venezuela desde a queda de Maduro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A reforma da lei de hidrocarbonetos ocorreu pouco menos de um mês depois que forças especiais dos Estados Unidos capturaram o presidente Nicolás Maduro, em uma operação militar em Caracas que deu início a uma onda de mudanças no país governado pelo chavismo há 25 anos.

    Maduro foi derrubado em 3 de janeiro, após cinco meses de pressão militar dos Estados Unidos, que mobilizou, na costa da Venezuela, a maior frota já vista na América Latina.

    A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o controle poucas horas depois que os helicópteros lotados de forças especiais — e com Maduro e sua esposa, Cilia Flores, a bordo — deixaram Caracas, deixando um rastro de destruição.

    Venezuela abandona plano para libertar Nicolás Maduro, diz jornal
    Venezuela abandona plano para libertar Nicolás Maduro, diz jornal — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ambos estão agora detidos em Nova York, onde foram acusados de narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes relacionados a armas, acusações que negam.

    Enquanto isso, Rodríguez e os chavistas que ainda permanecem no poder , como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, parecem ter entendido a mensagem: desde aquela noite em Caracas, o novo governo iniciou um diálogo com os Estados Unidos, começou a libertar presos políticos , reformou uma lei de hidrocarbonetos de 2001 (alterada em 2006) que era o símbolo da Venezuela estatista e petrolífera de Chávez e, agora, assinou um acordo petrolífero em grande escala justamente com os EUA, o adversário histórico do chavismo.

    A presidente interina chegou a receber, em fevereiro, Chris Wright, secretário de Energia dos EUA, que visitou as instalações petrolíferas venezuelanas, deixando imagens protocolares que seriam impensáveis meses atrás.

    Trump anuncia acordo que garante aos EUA controle de petróleo da Venezuela | CNN AGORA
    Trump anuncia acordo que garante aos EUA controle de petróleo da Venezuela | CNN AGORA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    No ano passado, antes da derrubada de Maduro, Trump já havia afirmado em repetidas ocasiões que a Venezuela havia “tirado” o petróleo dos EUA por meio de nacionalizações e leis que consolidaram o controle estatal, e que os EUA queriam recuperá-lo.

    No centro da reforma aprovada em janeiro está o artigo 22, que, na lei anterior, estabelecia que a exploração, extração, coleta, transporte e armazenamento de hidrocarbonetos eram atividades primárias que somente o Estado venezuelano e as empresas com participação estatal superior a 50% podiam realizar.

    Na nova lei, esse mesmo artigo foi alterado para permitir que empresas privadas sem participação estatal, mas sediadas na Venezuela, realizassem essas mesmas atividades.

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    Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Essa mudança permitiu a chegada de mais empresas estrangeiras à Venezuela para extrair petróleo no país e possibilitaria que as poucas empresas que já operam com licenças especiais expandissem suas operações.

    É o caso da norte-americana Chevron, a mais importante entre as empresas que operam em projetos em parceria com a PDVSA graças a uma licença especial concedida em 2022, além da espanhola Repsol e da francesa Maurel & Prom.

    Produção maior de petróleo na Venezuela custaria US$ 20 bilhões em 10 anos | MONEY NEWS

    Produção maior de petróleo na Venezuela custaria US$ 20 bilhões em 10 anos | MONEY NEWS
    Produção maior de petróleo na Venezuela custaria US$ 20 bilhões em 10 anos | MONEY NEWS — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Enquanto isso, as britânicas Shell e British Petroleum já demonstraram interesse em extrair gás de jazidas na Venezuela e em Trinidad e Tobago, segundo afirmou o primeiro-ministro desse país, Roodal Moonilal, à Reuters.

    Por outro lado, um novo artigo da reforma (o artigo 36) estabelece que, nas empresas mistas em que a participação estatal for superior a 50%, os sócios minoritários não estatais poderão ter um papel preponderante nas atividades, permitindo, pela primeira vez, que empresas privadas comercializem petróleo.

    Além disso, a nova lei flexibilizou o regime de royalties e impostos e admite, pela primeira vez, que dúvidas e controvérsias possam ser resolvidas por meio de “mecanismos alternativos de resolução de controvérsias, incluindo mediação e arbitragens independentes”, além da possibilidade de recorrer aos tribunais ordinários.

    Até janeiro, o principal comprador de petróleo venezuelano era a China, concentrando cerca de 68% das exportações de petróleo bruto do país sul-americano, seguida pelos EUA, Rússia, Índia e Turquia.

    Era, no entanto, um setor em declínio: após atingir um recorde na produção de petróleo na década de 1990, quando a Venezuela extraía cerca de 3 milhões de barris por dia, na última década a produção de petróleo despencou para menos de 1 milhão de barris, em meio a acusações de corrupção e falta de manutenção e investimento.

    Desde janeiro, a produção voltou a crescer (atualmente está em 1,25 milhão de barris por dia, segundo a Reuters) e os EUA se tornaram o principal destino das exportações de petróleo venezuelano, seguidos pela Índia e pela Espanha, de acordo com estimativas de junho do Council on Foreign Relations.

    Muita coisa mudou nesses oito meses: desde quem controla o setor petrolífero da Venezuela até quem compra seu petróleo bruto. Caracas está até mesmo considerando abandonar a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), da qual foi membro fundador em 1960 e que tem tido divergências com os Estados Unidos.

    Parece que a indústria petrolífera venezuelana só precisava de um empurrãozinho.

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/perfil-de-nicolas-maduro-publica-fotos-do-lider-chavista-em-prisao-nos-eua/.

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