Perdas econômicas por catástrofes naturais registram queda no 1º semestre
As perdas econômicas provocadas pelas catástrofes naturais no planeta diminuíram no primeiro semestre de 2026, a US$ 100 bilhões (R$ 510 bilhões), segundo uma primeira estimativa da seguradora Swiss Re publicada nesta terça-feira (11). Leia mais (08/11/2026 - 11h21)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
As perdas econômicas provocadas pelas catástrofes naturais no planeta diminuíram no primeiro semestre de 2026, a US$ 100 bilhões (R$ 510 bilhões), segundo uma primeira estimativa da seguradora Swiss Re publicada nesta terça-feira (11).

O terremoto na Venezuela foi o desastre que gerou o maior impacto.
Apesar da queda, a resseguradora suíça mantém a cautela em relação ao segundo semestre devido aos riscos de furacões e incêndios.
O valor para o primeiro semestre é mais de um terço menor do que o registrado no mesmo período do ano passado e 10% inferior à média dos últimos 10 anos, destacou a Swiss Re, que a cada semestre apresenta uma estimativa dos danos e gastos para todo o setor de seguros a nível global.

No primeiro semestre de 2026, o custo para as seguradoras por desastres naturais chegou a US$ 42 bilhões (R$ 214 bilhões), o menor nível desde "o primeiro semestre de 2020", segundo a empresa.
O valor é 16% inferior à média dos últimos 10 anos e consideravelmente menor que o do primeiro semestre de 2025, quando os custos alcançaram US$ 91 bilhões (R$ 464 bilhões) devido aos incêndios em Los Angeles .
O terremoto na Venezuela foi a catástrofe natural que provocou as maiores perdas no primeiro semestre, segundo a Swiss Re, que calcula os prejuízos em US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões).

Porém, "apenas uma pequena parte dos danos" pode estar coberta por seguros, segundo o grupo suíço, devido à baixa taxa de cobertura no país. A resseguradora ainda não dispõe de uma estimativa dos danos que serão assumidos pelas seguradoras.
Para o segundo semestre do ano, o grupo, que atua como seguradora das seguradoras, permanece cauteloso.
Balz Grollimund, diretor de cobertura de desastres naturais da Swiss Re, ressaltou no comunicado que "um primeiro semestre menos oneroso não significa que o risco tenha desaparecido".

"Um furacão, um terremoto ou um grande incêndio florestal podem mudar rapidamente o cenário", advertiu o executivo, que cita os "recentes incêndios florestais na Europa " como prova de que "as condições mais quentes e secas aumentam a probabilidade" de grandes incêndios.
Historicamente, os segundos semestres são mais caros. Em média, 58% da fatura anual das seguradoras por desastres naturais se concentra no segundo semestre, devido aos furacões no Atlântico Norte, lembra a Swiss Re.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/perdas-economicas-por-catastrofes-naturais-registram-queda-no-1o-semestre.shtml.

Trabalhador na Venezuela trabalhando na resconstrução de um prédio destruído pelos terremotos - Maxewell Briceno/- 06.ago.26/ AFP · Maxewell Briceno/- 06.ago.26/ AFP — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

