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    Pequim amplia fiscalização de drones após acidente aéreo em seu maior edifício

    Pequim lançou um programa de recompra de drones na tentativa de retirar os aparelhos de circulação, em meio ao endurecimento da fiscalização na capital chinesa após um avião atingir o prédio mais alto da cidade em junho . Leia mais (09/14/2026 - 11h04)

    Folha de S.Paulo
    14 de setembro de 2026 às 14:04
    Pequim amplia fiscalização de drones após acidente aéreo em seu maior edifício
    Placa branca com borda vermelha e símbolo de drone riscado em vermelho indica área proibida para drones. Texto em chinês e inglês diz 'NO DRONE ZONE'. Ao fundo, pessoas caminham em calçada sombreada por árvores, com muro vermelho e telhado — Foto: Folha de S.Paulo

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    Pequim lançou um programa de recompra de drones na tentativa de retirar os aparelhos de circulação, em meio ao endurecimento da fiscalização na capital chinesa após um avião atingir o prédio mais alto da cidade em junho .

    Pessoas caminham ao lado de uma placa com a frase "Zona proibida para drones", em um beco de Pequim - Pedro Pardo /AFP · Pedro Pardo /AFP
    Pessoas caminham ao lado de uma placa com a frase "Zona proibida para drones", em um beco de Pequim - Pedro Pardo /AFP · Pedro Pardo /AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O governo recomprará drones de cidadãos que tenham cadastrado previamente seus aparelhos. Os demais donos terão até 15 de novembro, quando as regras entrarão em vigor, para retirar todos os drones de uma área restrita ao redor da cidade.

    "Os órgãos de segurança pública realizarão patrulhas e inspeções... e reprimirão transferências para fora de Pequim feitas após o prazo", afirmou o jornal estatal Beijing Daily.

    Em junho, uma aeronave de pequeno porte atingiu a Citic Tower , em um dos distritos empresariais mais movimentados da cidade, matando o piloto e ferindo outras 13 pessoas. O caso chocou os moradores, acostumados à segurança extremamente rígida da capital chinesa.

    O buraco causado por um acidente aéreo no Citic Tower, o maior prédio de Pequim - Maxim Shemetov - 26.jun.26/Reuters · Maxim Shemetov - 26.jun.26/Reuters
    O buraco causado por um acidente aéreo no Citic Tower, o maior prédio de Pequim - Maxim Shemetov - 26.jun.26/Reuters · Maxim Shemetov - 26.jun.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A aeronave havia decolado de uma escola de aviação nos arredores da cidade, e chegou a cerca de 7 km do complexo de Zhongnanhai, onde o líder Xi Jinping trabalha e ocasionalmente recebe líderes de outros países.

    Mais tarde, a polícia sugeriu que o estado mental do piloto teria provocado o incidente. Os investigadores afirmam que o homem, identificado como um divorciado de 66 anos, havia feito diversas menções a suicídio em seu diário.

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    Após anos de investimento, China quer usar drones em outros setores da economia
    Após anos de investimento, China quer usar drones em outros setores da economia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A China vem endurecendo as regras para o uso de drones. O país é o maior fabricante mundial de drones comerciais, e a DJI, sediada em Shenzhen, responde por 70% a 80% do mercado global de aparelhos não militares e não governamentais, segundo a Drone Industry Insights.

    No entanto, autoridades em todo o planeta tornaram-se mais cautelosas em relação à expansão desses aparelhos, já que a guerra da Ucrânia demonstrou a eficácia dos drones —inclusive modelos comerciais modificados— como armas.

    Drones recreativos já são proibidos em várias cidades do mundo, incluindo Nova York , mas espera-se que as restrições em Pequim sejam mais severas.

    Prédio alto com fachada curva de vidro espelhado refletindo o céu azul claro. Luzes internas acesas em vários andares visíveis.
    Prédio alto com fachada curva de vidro espelhado refletindo o céu azul claro. Luzes internas acesas em vários andares visíveis. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Até a nova restrição entrar em vigor, os moradores de Pequim poderão vender seus aparelhos por até 3.000 yuans (cerca de R$ 2300), descartá-los ou limitar seu uso a áreas fora da zona de exclusão aérea, cujos limites ainda não foram detalhados.

    O fotógrafo amador Neil Liu, 30, disse se sentir "triste" e "enganado" pela proibição em um país que anteriormente promovia a "economia de baixa altitude".

    "Primeiro, disseram-me, após o cadastro, que eu poderia entrar e sair de Pequim [com o drone]", afirma Liu. "Ainda estou avaliando minhas opções: vendê-lo ou deixá-lo na casa de um amigo fora de Pequim para usá-lo em minhas viagens ao exterior."

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para alguns proprietários, as restrições impostas para ter um drone superam os benefícios.

    Luo, uma funcionária de escritório na faixa dos 40 anos que mora em Pequim e pediu para ser identificada apenas pelo sobrenome, comprou um pequeno drone da DJI para o namorado há anos.

    Ela reclamou que todos os anos recebia telefonemas da polícia, exigindo que eles se abstivessem de usá-lo antes de eventos políticos importantes.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Certa vez, fui obrigada a assinar um documento em uma delegacia", disse. "Talvez eu use o programa de recompra para vendê-lo."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/pequim-amplia-fiscalizacao-de-drones-apos-acidente-aereo-em-seu-maior-edificio.shtml.

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