Pentágono pressiona indústria a ampliar produção de armamentos; estoques estão baixos
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Homem observa um modelo de míssil Patriot Advanced Capability (PAC-3), da Lockheed Martin, durante uma feira militar internacional em Kielce, na Polônia – 07/09/2017 (Foto: REUTERS/Kacper Pempel)
Um homem observa um modelo do míssil Patriot Advanced Capability (PAC-3) Missile Segment Enhancement (MSE) da Lockheed Martin durante uma feira militar internacional em Kielce, Polônia, 7 de setembro de 2017. REUTERS/Kacper Pempel/Foto de Arquivo
O Pentágono pressiona a indústria de defesa dos EUA para acelerar a produção de armas a fim de ajudar a reabastecer seu estoque reduzido de munições, incluindo aquelas esgotadas na guerra em curso com o Irã.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou em comunicado no sábado (8) que o departamento estava ativamente focado em aumentar a aquisição de munições para fornecer “as armas que nossos combatentes precisam no ritmo que a ameaça exige”.
Ele confirmou os esforços do departamento na última semana para acelerar significativamente o processo, mas insistiu que isso fazia parte de um esforço de modernização mais amplo que antecede o conflito, que já dura cinco meses.
O secretário adjunto de Defesa, Steve Feinberg, escreveu aos líderes da indústria na quarta-feira )5) dando-lhes no máximo 21 dias para apresentar planos que visem “impulsionar cronogramas de entrega significativamente mais rápidos e agressivos e/ou aumentar a produção de capacidades críticas”, de acordo com um memorando obtido pelo The Washington Post .

“Ciclos de desenvolvimento que duram anos não são aceitáveis”, escreveu Feinberg. “Precisamos acelerar drasticamente nossos cronogramas de programas e expandir nossa capacidade de produção agora.”
O memorando surge num momento em que os recentes combates com o Irã consumiram ainda mais os estoques já reduzidos de interceptores de mísseis avançados das forças armadas dos EUA, o que pode colocar as tropas americanas em maior risco caso as hostilidades sejam retomadas, de acordo com uma nova análise.
Segundo análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), um think tank de Washington, a redução dos estoques de interceptores Patriot e THAAD pode forçar os EUA e seus aliados no Oriente Médio a assumirem mais riscos para preservar essas defesas aéreas. Por exemplo, afirma o estudo, as forças americanas podem lançar menos mísseis contra drones e mísseis iranianos, aumentando a probabilidade de que algum deles consiga penetrar a defesa.
O presidente Donald Trump reagiu com irritação nos últimos dias às notícias sobre a escassez de munições, publicando na rede social Truth Social na quinta-feira, 6, que os EUA possuem “quantidades enormes”. Ele acrescentou que “grandes quantidades estão sendo fabricadas e enviadas aos EUA conforme a necessidade”.
No sábado, Parnell afirmou que o memorando de Feinberg, que busca uma rápida escalada na produção de armas, é “real”, acrescentando que “influenciará o orçamento do ano fiscal de 2028 a ser submetido ao Congresso para financiamento e é totalmente consistente com nosso esforço contínuo para reconstruir a base industrial de defesa”.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.
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Foto: InfoMoney
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