Brasil

    Pendência da PF com operadora de telefonia adia decisão sobre abertura de inquérito contra vice de Flávio

    Investigadores pediram à empresa

    UOL
    28 de agosto de 2026 às 16:00
    Pendência da PF com operadora de telefonia adia decisão sobre abertura de inquérito contra vice de Flávio
    Foto: UOL

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    Deputado Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, em evento de campanha - Adriano Machado - 18.ago.26/REUTERS · Adriano Machado - 18.ago.26/REUTERS
    Deputado Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, em evento de campanha - Adriano Machado - 18.ago.26/REUTERS · Adriano Machado - 18.ago.26/REUTERS — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Uma pendência da PF (Polícia Federal) com operadoras de telefonia postergou a definição sobre a abertura de um inquérito contra o deputado Alfredo Gaspar ( PL -AL), candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por suspeita de estupro. Ele nega ter cometido o crime.

    A PF comunicou nesta semana ao ministro Gilmar Mendes , relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), que havia concluído as diligências, incluindo a obtenção de dados cadastrais junto a operadoras de telefonia, com exceção de uma, que não respondeu.

    De acordo com pessoas próximas ao decano, o gabinete não considera a etapa concluída antes de essas informações serem prestadas. A PF informou à corte que enviou um ofício à empresa, cujo nome é mantido em sigilo, reiterando a determinação e pedindo "máxima urgência" para a entrega dos dados pendentes.

    O material, quando pronto, será encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), que vai verificar se já há elementos suficientes para pedir a Gilmar a abertura de uma investigação formal, se é o caso de solicitar novas providências ou, ainda, se o destino do caso é o arquivamento.

    Procurada pela Folha nesta sexta-feira (28), a assessoria de Gaspar diz que mantém manifestações anteriores sobre o caso, em que afirma que esse foi um "ataque criminoso" feito por seus opositores no momento em que ele atuava como relator da CPI (comissão parlamentar de inquérito) mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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    "O que cabe a um cidadão de bem com o crime mais infame que pode ser atribuído a um homem de honra? A indignação. Refuto com veemência. É uma acusação criminosa. E como se rebate isso? Cientificamente", afirmou Gaspar a jornalistas em 6 de agosto.

    No início do mês, o candidato a vice-presidente pediu ao STF e à PGR que acelerassem a realização de um exame de DNA que, segundo ele, provará sua inocência. O material genético do deputado foi coletado em 23 de abril, a pedido do próprio parlamentar, após uma decisão judicial de primeiro grau em Alagoas.

    O homem apontado como denunciante de Gaspar procurou o deputado Lindbergh Farias ( PT -RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) com a versão de que teria ocorrido o crime. O caso foi explorado politicamente pelos parlamentares governistas na ocasião da CPI mista do INSS.

    Lindbergh e Soraya também encaminharam à Polícia Federal uma notícia-crime em 27 de março, que resultou na apuração preliminar que hoje tramita no gabinete de Gilmar. Gaspar os processa por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.

    Aliados da senadora e do deputado petista dizem que a alegação de que Gaspar teria cometido estupro chegou a membros da CPI por meio de relatos desse denunciante, que dizia conhecer a vítima e ter provas para comprovar a acusação. Como mostrou a Folha , ele acumula mudanças de versão sobre o caso .

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/08/pendencia-da-pf-com-operadora-de-telefonia-adia-decisao-sobre-abertura-de-inquerito-contra-vice-de-flavio.shtml.

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    Deputado Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, em evento de campanha - Adriano Machado - 18.ago.26/REUTERS · Adriano Machado - 18.ago.26/REUTERS — Foto: UOL

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