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    Pelé e seu exemplo: Leitor lembra Copa 2026 e compara atletas

    A elevada publicidade das casas de apostas esportivas, as bets , a indisciplina da seleção argentina e a falta de comprometimento de jogadores brasileiros durante a Copa do Mundo deste ano tornam oportuno relembrar Pelé . Leia mais (09/09/2026 - 15h00)

    Folha de S.Paulo
    9 de setembro de 2026 às 18:00
    Pelé e seu exemplo: Leitor lembra Copa 2026 e compara atletas
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    Pelé assinava o seu primeiro contrato como jogador profissional com o Santos FC em 1957 - Centro de Memória e Estatística/SantosFC/Divulgação · Centro de Memória e Estatística/SantosFC/Divulgação
    Pelé assinava o seu primeiro contrato como jogador profissional com o Santos FC em 1957 - Centro de Memória e Estatística/SantosFC/Divulgação · Centro de Memória e Estatística/SantosFC/Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A elevada publicidade das casas de apostas esportivas, as bets , a indisciplina da seleção argentina e a falta de comprometimento de jogadores brasileiros durante a Copa do Mundo deste ano tornam oportuno relembrar Pelé .

    Na década de 1960, a indústria do tabaco dominava os meios de comunicação com suas propagandas. Pelé recusou propostas milionárias para estampar anúncios de cigarro: entendia que, como atleta, promover o tabagismo transmitiria um exemplo negativo a jovens e fãs. Hoje, diversos jogadores associam sua imagem a casas de apostas —um hábito que se mostra extremamente nocivo às famílias brasileiras.

    Nesta Copa 2026, houve inúmeros episódios de falta de fair play da seleção argentina Copa : agressões dentro e fora de campo, desrespeito à Espanha no momento da premiação. A prática não é nova. Maradona, o maior ídolo do país , foi praticamente expulso do Barcelona, e sem clubes dispostos a contratá-lo, acabou no Napoli.

    Pelé , por sua vez, sempre foi reconhecido pela conduta exemplar em campo e pelo respeito aos adversários, mesmo sendo alvo constante de faltas violentas. O abraço entre Pelé e Bobby Moore capturado por John Varley durante a copa de 1970 tornou-se, até hoje, símbolo de respeito no esporte.

    Após a eliminação precoce para a Noruega nas oitavas de final da Copa 2026, em 5 de julho, apenas um jogador embarcou no voo oficial fretado pela CBF junto com a comissão técnica. Os demais seguiram cada um para os seus destinos de férias. O episódio reacendeu o debate sobre o comprometimento e coletividade dos atletas. Em sua época, Pelé, ao contrário, estabeleceu o padrão máximo de dedicação: disputou quatro Copas, venceu três e demonstrou entrega e sacrifício físico incomuns. Nunca colocou o clube a frente da seleção.

    Um artigo notável de Hugo Rodrigues publicado recentemente já resume o diagnóstico no título: " O Brasil tem talento sem método, e talento só não basta ." O autor tem razão ao apontar que a seleção seguiu confiando no improviso individual enquanto o resto do mundo transformava o futebol em ciência, disciplina e processo. Mas cabe uma pergunta: talento e método bastariam?

    Profissionalismo, fair play e comprometimento são características que extrapolam o individual e contaminam o coletivo. Por isso vale lembrar do nosso maior ídolo, Pelé, justamente agora, quando o país tenta entender o que faltou nesta Copa.

    Thiago Succar escreve de São Paulo (SP). É formado em economia e colecionador de camisas de futebol. Participou da exposição "Amarelinha" no Museu do Futebol, expondo suas camisas.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/blogs/praca-do-leitor/2026/09/pele-e-seu-exemplo-leitor-lembra-copa-2026-e-compara-atletas.shtml.

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    Pelé assinava o seu primeiro contrato como jogador profissional com o Santos FC em 1957 - Centro de Memória e Estatística/SantosFC/Divulgação · Centro de Memória e Estatística/SantosFC/Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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