Pela 3ª vez, depoimento de coronel réu pelo feminicídio da esposa é adiado
Defesa pediu novas diligências e outra complementação da perícia; interrogatório de Geraldo Neto foi remarcado para 5 de outubro

Pela terceira vez, o interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto , réu pela morte da soldado da PM Gisele Alves Santana, foi adiado pela Justiça de São Paulo.
A nova decisão, assinada nesta sexta-feira (4/9), remarcou o depoimento para 5 de outubro, às 13h. O interrogatório estava previsto para ocorrer na próxima terça-feira (8/9).
Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto

Dentro do apartamento, agentes evitam contato com o sangue da vítima no chão
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Cogan foi ao local onde Gisele foi encontrada com tiro na cabeça

Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
Oficial foi acompanhado por amigo desembargador

Neto permaneceu no apartamento das 9h06 até 9h29
Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
O adiamento ocorreu após a defesa pedir que novas providências fossem cumpridas antes de Geraldo ser ouvido.

A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro determinou que o Instituto de Criminalística esclareça quem foi responsável por uma gravação mencionada pela perita Amanda Rodrigues Marinone durante audiência e encaminhe o respectivo áudio ou vídeo ao processo. A magistrada também requisitou uma “nova (e derradeira) complementação” aos quesitos apresentados pela defesa, com prazo improrrogável de 20 dias. Segundo a decisão, as medidas foram deferidas para garantir o pleno direito de defesa e evitar futura alegação de cerceamento.
A nova rodada de questionamentos ocorre dias após a juntada de um laudo complementar revelado em primeira mão pela coluna.
O documento reforçou as conclusões anteriores da Polícia Científica, nas quais a hipótese de que Gisele tenha se suicidado foi considerada incompatível com os vestígios, enquanto a possibilidade de intervenção de uma segunda pessoa resistiu ao confronto com os elementos materiais analisados. A perícia, porém, não identifica nesse laudo quem seria essa segunda pessoa. O documento foi elaborado justamente para responder a questionamentos técnicos apresentados pela defesa de Geraldo.

O coronel, assim como sua defesa, sustentam que a soldado tirou a própria vida por supostamente não aceitar o fim do casamento com o oficial.



Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/alfredo-henrique/pela-3a-vez-depoimento-de-coronel-reu-pelo-feminicidio-da-esposa-e-adiado.

Reprodução/TJM — Foto: Metrópoles
Compartilhe
Espalhe essa notícia

