Peixe recém-descoberto na Amazônia já enfrenta risco de desaparecer, aponta estudo
Macho da espécie recém-descoberta no Amapá Yuri Abrantes Um peixe de poucos centímetros, de cores intensas e até então desconhecido pela ciência foi encontrado no sul do Amapá. Batizada de Laimosemion laranja, a nova espécie é conhecida em apenas três localidades da região do Rio Cajari, no município de Laranjal do Jari (A), e os pesquisadores alertam que os ambientes onde ela vive já sofrem impactos provocados por atividades humanas. A descrição foi baseada em análises morfológicas e moleculares. O estudo indica que a espécie possui diferenças genéticas e características físicas que permitem
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/O/G/bO96yNTBAXXOBAWK36mA/oo-1751005.jpg)
Macho da espécie recém-descoberta no Amapá — Foto: Yuri Abrantes
Um peixe de poucos centímetros, de cores intensas e até então desconhecido pela ciência foi encontrado no sul do Amapá . Batizada de Laimosemion laranja , a nova espécie é conhecida em apenas três localidades da região do Rio Cajari, no município de Laranjal do Jari (A), e os pesquisadores alertam que os ambientes onde ela vive já sofrem impactos provocados por atividades humanas.
A descrição foi baseada em análises morfológicas e moleculares. O estudo indica que a espécie possui diferenças genéticas e características físicas que permitem distingui-la dos demais integrantes do gênero Laimosemion .

📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram
“A combinação entre informações obtidas do DNA mitocondrial e características morfológicas reúne as principais evidências que tornam L. laranja uma nova espécie”, explica o biólogo e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Yuri Abrantes.
Segundo ele, as análises de DNA revelaram divergências genéticas entre 5,3% e 12,3% na comparação com outras espécies avaliadas.
“Em adição, também difere morfologicamente das demais pela coloração, padrões de escamação da cabeça e do corpo, contagem de raios das nadadeiras e estruturas ósseas do corpo”, completa.
O artigo detalha que a menor divergência genética encontrada, de 5,3%, ocorreu em relação a Laimosemion agilae e Laimosemion strigatus. Em relação a L. dibaphus, a diferença foi de 9,2%, enquanto a comparação com L. geayi chegou a 12,3%.
Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1:
BIRDWATCHING: Terra da Gente acompanha evento dedicado à observação de aves e revela biodiversidade de Tapiraí (SP) GASTRÓPODES: Cavernas do Pará escondem mistérios; duas novas espécies são encontradas NAS ALTURAS: Quais urubus existem no Brasil? Conheça cinco espécies e suas diferenças
Descoberta aconteceu durante busca por outros peixes
Encontrar uma espécie desconhecida não era exatamente o objetivo que havia levado os pesquisadores àquela região do Amapá.
A equipe realizava um estudo voltado a peixes da família Poeciliidae , grupo que inclui animais popularmente conhecidos como “barrigudinhos”, quando um pequeno peixe chamou a atenção.
“Estávamos realizando um estudo com foco em outros peixes da família Poeciliidae , popularmente conhecidos como ‘barrigudinhos’. Ao visitar uma das localidades-alvo, no sul do estado do Amapá, encontramos esse peixe com seu exuberante colorido, o que foi algo inédito para nós”, conta Abrantes.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/08/22/peixe-recem-descoberto-na-amazonia-ja-enfrenta-risco-de-desaparecer-aponta-estudo.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
Compartilhe
Espalhe essa notícia

