Brasil

    “Pega o cano” e “vamos te matar”: Duda Salabert detalha ataque em MG

    Duda Salabert diz que foi agredida por suspeitos em área de extração ilegal de minério; assessor também relatou ameaças de morte

    Metrópoles
    4 de setembro de 2026 às 15:28
    “Pega o cano” e “vamos te matar”: Duda Salabert detalha ataque em MG
    Foto: Metrópoles

    Belo Horizonte — A deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) detalhou, nesta sexta-feira (4/9), as agressões que afirma ter sofrido ao lado de um funcionário durante uma fiscalização de suposto roubo de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, na Região Metropolitana da capital.

    Segundo a parlamentar, um dos homens envolvidos chegou a mandar um comparsa “pegar o cano” . O assessor Felipe Gomes relatou ainda ter ouvido dos agressores: “Nós vamos te matar” .

    As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa convocada pela deputada após o episódio ocorrido na madrugada desta sexta. Mais cedo, Duda afirmou ter sido vítima de uma tentativa de homicídio . O boletim de ocorrência da Polícia Militar registrou inicialmente o caso como lesão corporal.

    Segundo Duda, ela foi ao local após ser avisada pelo assessor sobre uma suposta extração irregular de minério nas proximidades da MG-356. A parlamentar contou que os dois deixaram o carro e caminharam pela região para tentar registrar a atividade e acionar a polícia.

    Foi nesse momento, conforme o relato, que dois homens apareceram atrás deles. Duda afirmou que tentou correr, caiu e ouviu um dos suspeitos dizer para o outro: “Pega o cano aí, pega o ferro aí” .

    A deputada disse ainda que entregou o celular a um dos homens, inicialmente por imaginar que pudesse se tratar de um roubo. Segundo ela, porém, o suspeito recusou encerrar a abordagem e teria dito: “Nós vamos resolver isso aqui lá dentro” , enquanto tentava levá-la e ao assessor para o interior da área.

    Duda relatou que, naquele momento, acreditou que seria morta. Segundo a parlamentar, um dos homens permanecia com a mão dentro da blusa. Ela ressaltou, no entanto, que não pode afirmar que ele estivesse armado. O assessor Felipe Gomes também detalhou as agressões sofridas. Ele afirmou que dois homens o derrubaram e passaram a desferir chutes e socos. Durante a ação, segundo Felipe, os agressores teriam dito: “Nós vamos te matar, nós vamos te matar” .

    Durante a coletiva, Duda relatou outra frase que, na interpretação dela, indica que ao menos um dos homens poderia saber quem ela era e conhecer sua atuação contra a mineração ilegal.

    “Por que você insiste em fazer isso?” , teria dito um dos agressores, segundo a parlamentar. Duda afirmou que interpretou a declaração como um sinal de que o homem poderia acompanhar as fiscalizações e denúncias feitas por ela.

    A deputada contou que conseguiu escapar ao pular de um barranco em direção à MG-356. Segundo ela, um carro branco que passava pela rodovia parou cerca de 30 metros à frente e ligou o pisca-alerta depois que ela pediu socorro.

    Duda afirmou acreditar que a atitude do motorista fez com que os homens desistissem de persegui-los. “Tenho total certeza que foi esse carro que salvou nossa vida” , declarou.

    Após conseguirem deixar o local, Duda foi levada ao Hospital Mater Dei. Ela relatou ter sofrido deslocamento no ombro, além de ferimentos na perna e outros machucados . O registro policial também aponta escoriações e luxação no ombro direito.

    Felipe afirmou ainda que retornou posteriormente ao local acompanhado de policiais. Segundo o assessor, dentro da área foram encontrados cerca de dez rádios comunicadores e bases para carregamento, além de um recipiente que ele acreditava conter óleo diesel e um veículo.

    O assessor também relatou ter encontrado uma cadeira posicionada em um ponto elevado da área, que, na avaliação dele, poderia ser utilizada para observar a movimentação no entorno. Duda afirmou que ela e o assessor devem prestar depoimentos e que pretende buscar imagens de câmeras instaladas na região para tentar esclarecer a dinâmica do episódio. A deputada disse ainda que a Polícia Civil e a Polícia Federal fizeram contato após o caso.

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, por meio de nota, que foi instaurado procedimento para a investigação dos fatos.

    “As equipes encontram-se empenhadas, com o objetivo de identificar a autoria. As guias periciais já foram expedidas para realização dos exames, e as testemunhas serão intimadas ainda hoje a fim de elucidar a materialidade do caso”, disse.

    Segundo a PC, as medidas legais estão sendo adotadas e outras informações serão divulgadas em momento oportuno.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/pega-o-cano-e-vamos-te-matar-duda-salabert-detalha-ataque-em-mg.

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)