Pedido de Trump sobre “dissidentes políticos” circulou só em nível técnico
Itamaraty minimizou documento enviado pelo governo Trump exigindo que Brasil não prenda "dissidentes políticos" nas eleições 2026

O Itamaraty minimizou, nos bastidores, o documento enviado pelo governo Trump exigindo que o Brasil não detivesse, prendesse ou restringisse “arbitrariamente” a participação de “dissidentes políticos” nas eleições presidenciais de 2026. O documento foi enviado durante a negociação diplomática para rever o tarifaço.
A existência do documento foi revelada nesta quinta-feira (17/9) pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela coluna. A proposta foi apresentada durante uma missão brasileira a Washington, em outubro de 2025, em meio às negociações sobre a tarifa de 50% anunciada pelo governo Trump sobre importações brasileiras.
Segundo fontes do Itamaraty, a sugestão circulou apenas no nível técnico dos negociadores — e por poucas horas —, sem chegar ao nível político. A avaliação da diplomacia brasileira foi de que o documento não servia como base para a negociação e, por isso, a proposta não avançou.

“Nunca foi incorporada a proposta ao diálogo entre os países”, afirmou à coluna um embaixador a par das negociações.
Integrantes do Itamaraty também contestam a própria classificação utilizada pelo governo americano. Na avaliação deles, não existem “dissidentes políticos” no Brasil. O termo, segundo esses integrantes, não se aplica ao ex-presidente Jair Bolsonaro , tratado pelo governo brasileiro como um opositor político.




Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/pedido-de-trump-sobre-dissidentes-politicos-circulou-so-em-nivel-tecnico.

White House/Reprodução — Foto: Metrópoles
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