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    Pé de manga: advogado de jovem que matou vizinho alega legítima defesa

    Defesa afirma que jovem está abalado após presenciar morte do pai e sustenta que reação contra vizinho ocorreu em legítima defesa

    Metrópoles
    13 de agosto de 2026 às 19:42
    Pé de manga: advogado de jovem que matou vizinho alega legítima defesa
    Foto: Metrópoles

    Belo Horizonte – O advogado Cairo Gianini Pires Souza, responsável pela defesa do jovem de 19 anos envolvido no caso que terminou com duas mortes em São Domingos das Dores , no Vale do Rio Doce em Minas Gerais , afirmou que o cliente está “extremamente abalado” após presenciar a morte do pai.

    Segundo o defensor, o rapaz também enfrenta o impacto de ter reagido à situação e efetuado o disparo que matou o homem envolvido na agressão.

    Em nota divulgada à imprensa, a defesa sustenta que a reação do jovem ocorreu em legítima defesa . O escritório afirma que ele presenciou o pai ser vítima de uma “agressão injusta” e, ao mesmo tempo, passou a estar sob risco a própria integridade física. Segundo o advogado, vídeos, depoimentos e o interrogatório prestado pelo jovem corroboram essa versão.

    Defesa afirma que jovem está abalado após presenciar morte do pai e sustenta que reação contra vizinho ocorreu em legítima defesa
    Defesa afirma que jovem está abalado após presenciar morte do pai e sustenta que reação contra vizinho ocorreu em legítima defesa — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Questionado sobre a possibilidade de a Polícia Civil concluir o inquérito e indiciar o rapaz por homicídio, Cairo Gianini afirmou ter convicção de que isso não deverá ocorrer.

    “Temos convicção de que o inquérito policial será arquivado, ante a prova inequívoca da legítima defesa. Acreditamos fielmente que não haverá sequer um processo criminal”, declarou. Defesa pede cautela Na nota, o escritório afirma que não divulgará os nomes ou outras informações que possam aumentar a exposição das famílias envolvidas. Segundo a defesa, o episódio é uma tragédia que atingiu duas famílias e que nenhuma delas gostaria de vivenciar.

    O advogado descreve o cliente como um jovem religioso e profundamente enlutado. A defesa afirma ainda que a tese de legítima defesa foi apresentada desde o início e não teria sido construída posteriormente. Segundo o escritório, os elementos reunidos pela polícia — entre eles vídeos, depoimentos e o interrogatório — seriam compatíveis com essa versão.

    As vítimas: Miguel Chagas da Silva, de 76 anos e Eberto Silvestre Guimarães Barro, de 41
    As vítimas: Miguel Chagas da Silva, de 76 anos e Eberto Silvestre Guimarães Barro, de 41 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A defesa também destacou a atuação dos policiais militares responsáveis pelo atendimento inicial e pediu que a comoção provocada pelas duas mortes não substitua a análise das provas .

    O jovem se apresentou espontaneamente, foi ouvido pela Polícia Civil e acabou liberado. A arma utilizada nos disparos foi entregue aos policiais e apreendida. Relembre o caso A ocorrência aconteceu na região do Córrego do Belém, em São Domingos das Dores. Segundo o registro policial, o conflito começou durante uma discussão envolvendo a poda de um pé de manga localizado na divisa entre duas propriedades rurais.

    A vítima Eberto Silvestre Guimarães Barro, de 41 anos, havia ido ao local acompanhado do filho, de 19, para realizar a poda da árvore. A intervenção teria provocado uma discussão com o vizinho, Miguel Chagas da Silva, de 76 anos.

    Durante o desentendimento, segundo o relato registrado pela polícia, Miguel sacou um revólver e efetuou disparos contra Eberto. O filho da vítima estava no local e filmava a discussão e os tiros.

    Depois dos disparos, o jovem entrou em luta corporal com o idoso e conseguiu tomar a arma. Conforme o depoimento prestado à polícia, Miguel teria continuado a agressão, momento em que o rapaz efetuou um disparo contra ele.

    Os dois homens ficaram feridos. Eberto não resistiu aos ferimentos. Miguel chegou a ser socorrido, mas também morreu.

    Após o ocorrido, o jovem permaneceu no local e entregou espontaneamente a arma aos policiais. Ele foi levado para prestar depoimento e liberado posteriormente.

    A Polícia Civil instaurou inquérito na Delegacia de Inhapim para esclarecer as circunstâncias das duas mortes. A perícia esteve na propriedade, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Caratinga.

    A investigação deverá analisar, entre outros elementos, as imagens feitas pelo jovem, os depoimentos das testemunhas, os exames periciais e a dinâmica dos disparos. A conclusão da polícia deverá definir se houve legítima defesa, conforme sustenta a defesa, ou eventual responsabilização criminal do rapaz.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/pe-de-manga-advogado-de-jovem-que-matou-vizinho-alega-legitima-defesa.

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    Defesa afirma que jovem está abalado após presenciar morte do pai e sustenta que reação contra vizinho ocorreu em legítima defesa — Foto: Metrópoles

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