Pastor disse estar 'triste' e que seria 'inaceitável' Câmara ter diretor homossexual no interior de SP, aponta MP
O pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa (SP) Redes sociais O pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa (SP), relatou que estava "triste" e que seria "inaceitável" a Câmara Municipal ter um diretor homossexual, segundo o Ministério Público (MP). Lima virou réu na Justiça após ser acusado de dizer, em outra ocasião, que a cidade precisava de oração porque um "homossexual assumido" havia ocupado o cargo de diretor da Câmara (veja abaixo). 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Ao apresentar a denúncia, o promotor de Justiça C
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O pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa (SP) — Foto: Redes sociais
O pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa (SP), relatou que estava "triste" e que seria "inaceitável" a Câmara Municipal ter um diretor homossexual, segundo o Ministério Público (MP).
Lima virou réu na Justiça após ser acusado de dizer, em outra ocasião, que a cidade precisava de oração porque um "homossexual assumido" havia ocupado o cargo de diretor da Câmara ( veja abaixo ).

Ao apresentar a denúncia, o promotor de Justiça Carlos Alberto Ruiz Nardy afirma que as declarações ocorriam em contexto de reprovação da orientação sexual de Lucas Camargo Donato, "atribuindo-lhe caráter negativo e indesejado".
"Diversas testemunhas oculares narraram que o denunciado manifestou estar 'triste' pelo fato de a Câmara Municipal possuir um diretor homossexual, chegando inclusive a declarar que tal circunstância seria 'inaceitável', afirmações reproduzidas de maneira consistente pelos depoentes ouvidos ao longo da investigação", citou o promotor.
Ao g1 , Lima alegou estar sendo vítima de perseguição política e religiosa, e negou ter dado a declaração ( veja abaixo o posicionamento completo ).
O pastor Moises de Jesus Lima virou réu na Justiça — Foto: Redes sociais
Ao aceitar a denúncia do Ministério Público, a juíza Melina Alonso Scherma Locatelli, da 1ª Vara Judicial de Nova Odessa, afirmou que a "materialidade delitiva está devidamente comprovada nos autos, há indícios de autoria contra o denunciado e a denúncia descreve os fatos criminosos com as suas circunstâncias".
Na denúncia, o MP aponta que, no dia 17 de janeiro de 2025, o então secretário e pastor participava de uma reunião oficial com autoridades e lideranças religiosas no gabinete do prefeito quando praticou discriminação em razão da sexualidade de Lucas Camargo Donato, empossado no cargo de diretor geral do Legislativo.
Na ocasião, cita o documento, Lima passou a fazer comentários sobre a direção da Câmara Municipal e afirmou que era necessário realizar oração pela cidade porque a direção da Câmara estaria sendo ocupada por um "homossexual assumido", em referência, segundo o MP, a Donato.
Ainda de acordo com o Ministério Público, a declaração não foi proferida de maneira casual ou apenas informativa, já que testemunhas destacaram que o secretário manifestou estar "triste" pelo fato de a Câmara Municipal possuir um diretor homossexual e chegou inclusive a declarar que tal circunstância seria "inaceitável" .
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/08/25/pastor-disse-estar-triste-e-que-seria-inaceitavel-camara-ter-diretor-homossexual-no-interior-de-sp-aponta-mp.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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